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Top 10 – Grandes (e recorrentes) pares românticos do grande ecrã (Parte 1)

Quando penso que um determinado tema é suficientemente interessante para fazer um TOP aqui em EU SOU CINEMA faço sempre uma rápida pesquisa na internet. Primeiro para saber se alguém já escreveu sobre o assunto. A resposta é invariavelmente sim, o que não é de surpreender no vasto universo que é a internet. A segunda é para saber se partilham das minhas ideias. E aí a resposta já é invariavelmente (ou pelo menos quase sempre) não.

Se partilhassem então não haveria grande motivo para eu entupir a internet com mais uma página que diz exactamente a mesma coisa que as restantes. Nunca foi esse o objectivo de EU SOU CINEMA. O leitor ficaria surpreendido (mesmo!) com a quantidade de supostos sites de cinema que têm textos que são exactamente (mas exactamente) iguais entre si. Mas essas páginas não estão muito interessadas na arte da escrita, nem em ser uma séria plataforma de debate cinéfilo. Já outros sites constantemente esquecem-se que o cinema existiu muitas décadas antes de 1990. Ou porque acham que o público não quer ler sobre o cinema clássico, ou porque os próprios escritores não o conhecem. De novo, não é esse o mantra de EU SOU CINEMA.

Pois bem, esta semana, instigado pela visualização de ‘Strike Up the Band’ (1940) onde contracenam os míticos Judy Garland e Mickey Rooney, decidi reflectir sobre os mais famosos pares românticos que recorrentemente iluminaram o grande ecrã (Mikey e Judy, por exemplo fizeram dez filmes em conjunto). Queria falar sobre os grandes casais (muitos deles que acabaram também por o ser na vida real) que nos ofereceram, filme após filme, grandes momentos de drama, aventura, comédia e claro está, romance. Não fosse o amor todas essas coisas. Mas na minha pesquisa habitual fiquei algo chocado com o que encontrei. Claro que de vez em quando algum site lá menciona pares clássicos como Hepburn & Tracy ou Bacall & Bogart, mas o enfoque está claramente noutro lado. 

Acredite, caro leitor, que há sites seriamente a listar Drew Barrymore & Adam Sandler (3 filmes), Kate Hudson & Matthew McConaughey (2 filmes) como “os maiores pares românticos de sempre da sétima arte”. Um site lista Julia Roberts & Richard Gere (2 filmes) em segundo lugar e o casal Angelina Jolie & Brad Pitt (2 filmes) em primeiro. Outro coloca Kate Winslet & Leonardo DiCaprio (2 filmes) em segundo e Meg Ryan & Tom Hanks (3 filmes) em primeiro lugar. Esta gente é séria? Esta gente é realmente cinéfila? Ou está apenas a brincar ao clickbait?! 

Se é para pôr nomes modernos até concordo com Jennifer Lawrence & Bradley Cooper (4 filmes) ou Emma Stone & Ryan Gosling (3 filmes), pois já fizeram coisas interessantes e têm a porta aberta para continuar a progredir no futuro. Mas é de rir, digo eu, retirar o lugar a incrivelmente talentosos pares de actores e filmes memoráveis, para inserir os pares que mencionei em cima só porque são actores que hoje são conhecidos do grande público e fizeram um ou dois filmes comerciais em conjunto. Tudo bem se dissermos “melhor par contemporâneo”, mas é bastante dúbio encimar os posts com “melhores pares da história do cinema”. E mesmo aqueles pares que ficaram para sempre por causa de um filme (Kate e Leo e o ‘Titanic’ são inesquecíveis) não se podem comparar a outros mais antigos, quando se faz um Top com esta temática, que contracenaram numa dezena de grandes obras. E mais ainda, se três filmes conta como longevidade, então por exemplo Anna Karina & Jean Paul Belmondo bateriam Meg Ryan & Tom Hanks em qualquer dia do ano, não?

Mas hey, provavelmente são eles que têm razão, porque os seus sites têm muitos mais seguidores e visualizações que o meu. Mas só para o caso de eu não estar enganado, e mantendo a pureza da minha paixão cinéfila e salvaguardando a honra do grande cinema do passado, fica aqui o meu Top 10. Estou ciente, obviamente, que esta é também a minha opinião pessoal, baseada somente no que vi nos meus 32 anos de existência, e portanto outro leitor qualquer poderá fazer um rant análogo ao que eu fiz em cima, mas sobre mim…

(PS: A haver um 11º seria Joanne Woodword & Paul Newman, que contracenaram em dez filmes entre 1958 e 2005, e estiveram casados na vida real meio século!)


10. Sondra Locke & Clint Eastwood– 6 filmes (1976 – 1983)


Toda a gente sabe quem Clint Eastwood é. Mas Sondra Locke é um nome que muita pouca gente se recorda. Contudo, a ascensão de Eastwood como grande realizador está intrinsecamente associada a esta actriz que foi a sua companheira na vida real e musa durante quase uma década, e que permanece, até hoje, como a leading lady com quem contracenou mais vezes na sua carreira.

Apesar de ter sido nomeada para um Óscar no seu primeiro filme (‘The Heart Is a Lonely Hunter’, 1968) Locke foi entrando em filmes e séries menores até contracenar com Clint em ‘The Outlaw Josey Wales’ (1976). Pouco depois, já eram um casal na vida real. O tipo de personagens que faziam era quase sempre o mesmo. Ela era de uma beleza estranha, de compleição pálida, olhos grandes mas adormecidos, e uma personalidade forte que de alguma forma gerava um contraponto interessante ao Clint másculo e de poucas palavras da década de 1970. A tensão sexual entre os dois era sempre perceptível mas a troca de one-liners cómico-sarcásticos que se foi repercutindo por todos os filmes era muito mais interessante, e sem dúvida ajudou a desmistificar e aligeirar a imagem de durão de Clint.

Seguiu-se o épico policial ‘The Gauntlet’ (1977); a obra-prima cómico-surreal ‘Every Which Way But Loose’ (1978, já criticado) e a sua sequela ‘Any Which Way You Can’ (1980); ‘Bronco Billy’ (1980); ‘Sudden Impact’ (1983, o único Dirty Harry em que Locke entra); e por fim o único telefilme da carreira de Clint: ‘Vanessa in the Garden’ (1985). Mas quando a sua relação pessoal se deteriorou, também a sua relação profissional chegou ao fim.

Locke apenas faria mais três filmes como actriz e outros tantos como realizadora, passando maioritariamente a ser uma nota de rodapé na história do cinema (sad but true…). Já Clint, sem surpresa, tornou-se um dos melhores realizadores americanos da segunda metade do século XX, e ainda hoje continua a lançar obra-prima atrás de obra-prima. Mais que certo chegaria lá sem Locke, mas é interessante notar a constante presença desta numa fase crucial da sua ascensão, e o papel dela na humanização da sua persona cinematográfica.

Fica uma cena engraçada de ‘Any Which Way You Can’ (1980), em que temos um bocadinho da química romântica de Clint e Sondra.



9. Maureen O’ Hara & John Wayne – 5 filmes (1950 – 1971)


Quem alguma vez viu o filme de John Ford, ‘The Quiet Man’ (1952), um dos melhores filmes alguma vez feitos, há várias coisas que não esquece. Uma das principais é a entrada em cena da fogosa Maureen O’Hara num campo verdejante da Irlanda rural, sob o olhar atento de John Wayne. “Hey, is that real?” pergunta a ele próprio “she couldn’t be”.

Maureen O’Hara, com a sua beleza escultural, porte atlético, cabelo ruivo e olhos verdes de sorriso travesso foi a leading lady que mais vezes contracenou com o maior cowboy da história da sétima arte. A sua personalidade forte e a sua figura altiva eram o contraponto ideal para Wayne, e ‘The Quiet Man’, a sua segunda colaboração (embora tenha sido planeado primeiro), é o filme que melhor imortaliza a sua brilhante dinâmica. De facto, é o seu período de namoro, onde após épicas trocas de one-liners e uma luta intensa contra as suas próprias personalidades fortes, descobrem que não podem viver um sem o outro. 

Maureen havia sido descoberta for Charles Laughton em 1939 e fizera a sua carreira na década de 1940 principalmente como o interesse romântico em filmes de aventura de série B, muito embora também tenha entrado nalgumas grandes produções como ‘How Green Was My Valley’ (1941), o seu primeiro filme para John Ford. E foi Ford que a emparelhou com Wayne, o seu actor principal de longa data e nesta altura indiscutivelmente um dos actores mais populares de Hollywood. Como o estúdio obrigou Ford a fazer um filme antes de financiar ‘The Quiet Man’, Wayne e O’Hara acabaram por se estrear juntos em ‘Rio Grande’ (1950), onde Maureen, fazendo de esposa de Wayne, está taco-a-taco com ele como nenhuma outra actriz havia estado.

Provavelmente por isso, Maureen foi vista sempre mais como a sua consumada parceira do que propriamente como um novo objecto de conquista. Como disse, o seu período de namoro foi em ‘The Quiet Man’. A partir daí seria invariavelmente a sua esposa; a voz da razão, o apelo para a acção e o ombro para desabado, nos seus restantes três filmes em conjunto: o drama biográfico 'The Wings of Eagles (1957), e os westerns ‘McLintock!’ (1963) e ‘Big Jake’ (1971).

Após ‘Big Jake’ Wayne faria apenas mais um punhado de filmes, perdendo a batalha contra o cancro no final da década. E Maureen, já semi-retirada, só voltaria ao grande ecrã mais uma vez, em 1991, tendo falecido em 2015 aos 95 anos de idade, no ano em que recebeu um Óscar Honorário. Não voltaram a contracenar mas para sempre fica no imaginário de todos os cinéfilos que se o maior dos cowboys teve uma cara-metade com quem passou o resto dos seus dias, essa mulher foi Maureen O’Hara. Um feito notável.

Fica a imortal cena de 'The Quiet Man' em que partilham o seu primeiro beijo. Arte. Nem mais, nem menos. Arte.



8. Edna Purviance & Charles Chaplin – 2 filmes e 31 curtas-metragens (1915 – 1923)


Os filmes de Charles Chaplin eram geralmente um one-man show. O seu show. Mas praticamente todos eles tinham um contraponto feminino, um objecto de afecto e de adoração que dava um propósito às acções do Vagabundo. Nas curtas iniciais era um propósito mais lascivo, mais tarde já estava intrinsecamente associado ao seu pathos trágico. 

Chaplin sempre teve uma relação intensa de amor/ódio com as suas leading ladies, quer dentro quer fora do ecrã (como com Georgia HalePaulette Godard ou Lita Grey). Mas a sua mais longa colaboração, coincidente, tal como no caso de Clint e Sondra, com o seu período de explosão criativa e afirmação artística, foi com Edna Purviance.

Edna era uma mera secretária em Los Angeles quando um associado de Chaplin a viu num café e a sugeriu, pela sua beleza, para uma audição para a segunda curta de Chaplin para a Essanay: ‘A Night Out’ (1915). Depois de a conhecer Chaplin contratou-a e em breve já estavam ligados romanticamente. Edna entraria em todas as curtas de Chaplin do seu período da Essanay (1915-1916), da Mutual (1916-1917) e da First National (1918-1923), e nos seus dois primeiros filmes: ‘The Kid’ (1921) e ‘The Woman of Paris’ (1923), o drama que Chaplin escreveu propositadamente para ela, apesar de já não serem um casal após ele ter sido forçado a casar com Mildred Harris, a adolescente que engravidara.

Ao longo deste percurso Edna, que inicialmente fora contratada pelo seu aspecto físico, foi desabrochando numa actriz com um domínio cómico muito bom, embora nunca com capacidade de ofuscar Chaplin (nem ele quereria). Talvez por isso a sua carreira tenha terminado cedo, com os fiascos dos dois dramas em que entrou sem Chaplin à frente das câmaras, ‘The Woman of Paris’ e ‘A Woman of the Sea’ (1926), o filme hoje perdido de Josef von Sternberg que Chaplin produziu mas que se recusou a lançar comercialmente, devido às más críticas recebidas em sessões privadas e, diz-se, à pobre interpretação de Edna. Ela só entraria em mais um filme no ano seguinte antes de se retirar.

Apesar de Chaplin ter continuado com uma brilhante carreira (e múltiplos casamentos e casos românticos), nunca esqueceu Edna, e ela, que também casaria com outro homem, realmente nunca se afastou. Chaplin continuou a pagar um salário a Edna todos os meses até à morte desta em 1958, ajudou-a nos momentos mais difíceis quando se tornou alcoólica e deu-lhe dois papéis como extra em 'Monsieur Verdoux' (1947) (um filme em que lhe tentou dar o papel feminino principal mas ela recusou) e 'Limelight' (1952).

Já todos especularam se Edna foi realmente o grande amor da vida de Chaplin, ou se foi apenas uma grande amizade que os manteve ligados até ao fim, apesar das vidas tumultuosas que cada um viveu. Mas o que realmente importa para nós espectadores é a magia que partilharam juntos no grande ecrã, nas mais extraordinárias curtas-metragens de Chaplin. Ela foi o objecto de beleza, inocência e perfeição que transformou o Vagabundo de um mesquinho ser cómico num ser trágico, artístico e universal. Chaplin sabia-o perfeitamente, praticamente o admitindo na sua autobiografia. E isso é memorável.

Fica uma cena deliciosa de 'A Dog's Life' (1918), em que a tímida Edna tenta convencer Chaplin a consumir no café onde trabalha...



7. Humphrey Bogart & Lauren Bacall – 4 filmes (1944 – 1948)


Quem é que alguma vez iria imaginar que um actor atarracado e não muito bem parecido de 45 anos, que fizera de vilão praticamente em toda a sua carreira e só recentemente havia revelado uma charmosa e poderosa personalidade (‘Casablanca’ sairá em 1942), e uma alta e bela ex-modelo de apenas 19 anos de idade se iriam tornar um dos maiores exemplos de amor no seio de Hollywood?!

O filme foi ‘To Have and Have Not’ (1944) e Bacall, acendendo um cigarro e ensinando Bogart a assobiar, derreteu-o completamente e, sem dificuldade, também o espectador. Mas a virilidade de Bogart também a derreteu a ela e nem um ano depois já estavam casados, duas semanas depois de ele se ter divorciado pela terceira vez. Mas não se divorciaria mais nenhuma vez; o casal estaria junto até à morte de Boggie em 1957 e teria dois filhos.

Tudo isto tornou-os um dos mais famosos casais de Hollywood, o que ajudou de certa forma, na minha opinião, a encobrir o facto de ‘To Have and Have Not’ não ser um grande filme. O casal faria mais três filmes nos anos subsequentes, duas obras-primas noir: ‘The Big Sleep’ (1946) e ‘Key Largo’ (1948), e pelo meio mais um filme menos conseguido ‘Dark Passage’ (1947). Em todos eles, Bacall é a mulher à altura de Boggie, segura, altiva, sedutora, que cede só quando quer à aura máscula dele, mas quando o faz, entrega-se completamente. E ele encara-a sempre com o respeito de uma mulher que está fora do seu campeonato, e que portanto possui com muito mais paixão quando finalmente a conquista.

Com a estabilidade que Bacall lhe deu, Bogart teria das suas performances mais íntimas e introspectivas nos anos seguintes, culminando no Óscar de Melhor Actor por ‘African Queen’ (1951). Mas a sua vida de excessos de álcool e tabaco levariam à sua morte em 1957. Depois disso, Bacall concentrar-se-ia nos palcos, voltando ao cinema em esporádicas, mas sempre memoráveis interpretações. Casaria mais uma vez, com mais um durão com o gosto pela bebida, Jason Robars.

O entendimento silencioso entre Bacall e Bogart, consumado com simples gestos; a inquestionável química electrizante que partilhavam dentro e fora do ecrã; e a força das suas personalidades garantem a sua imortalidade. Mas acima de tudo, eram um duo com classe, provavelmente o duo com mais classe de toda esta lista, e como consequência, de toda a história do cinema.

Fica a famosa cena do "assobio" de ‘To Have and Have Not’. Muito mais sexy (não tem comparação!) que cenas íntimas e de nudez que hoje inundam o cinema e a televisão.



6. Olivia de Havilland & Errol Flynn– 8 filmes (1935 – 1941)


Foi um par feito num gabinete, quase por mero acaso, algures nos estúdios da Warner Brothers em 1935. Ele era um actor australiano de 26 anos virtualmente desconhecido, com uma personalidade extrovertida e fanfarrona e uma figura esbelta e musculada, no qual o estúdio arriscava (após Robert Donat ter adoecido e Leslie Howard ter ficado indisponível) para o papel de médico tornado pirata no épico de aventuras ‘Captain Blood’. Ela era uma jovem actriz em ascensão de apenas 18 anos de idade; doce, talentosa, com uma delicadeza enganadora e uma força interior escondida, e uma enorme queda para o melodramático, que dominava sem o tornar excessivo.

A sua parceria gerou imediatamente faísca e ‘Captain Blood’ foi um estrondoso sucesso de bilheteira. Rapidamente, a WB capitalizou na sua electrizante química com uma série de filmes de aventura, todos realizados, à excepção do último, pelo mestre Michael Curtis (que realizou, por exemplo, ‘Casablanca’)

Com Flynn como o eterno herói aventureiro e de Havilland como muito mais que a mera mulher indefesa a seu lado, revisitamos a Inglaterra clássica em 'The Adventures of Robin Hood’ (1938, a mais famosa de todas as adaptações sobre o príncipe dos ladrões), e em 'The Private Lives of Elizabeth and Essex’ (1939); e acompanhamos a conquista do Oeste com ‘The Charge of the Light Brigade’ (1936, já criticado), ‘Dodge City’ (1939), ‘Santa Fe Trail’ (1940, um filme com um fantástico vilão) e por fim ‘They Died with Their Boots On’ (1941). Pelo meio ainda fizeram juntos ‘Four's a Crowd‘ (1938), o seu único filme não “de época”, e o único que nunca vi.

A estrela do bon vivant Flynn não brilharia muito mais tempo. Com dificuldade em singrar noutro género de papéis e com um gosto excessivo pela bebida e as drogas, acabou por falecer prematuramente na década de 1950. Já de Havilland ergueu-se como uma das melhores actrizes dramáticas da história do cinema, tendo um papel de destaque em ‘Gone With the Wind’ (1939) e vencendo dois Óscares de Melhor Actriz na década de 1940, por ‘To Each His Own’ (1946) e pelo genial ‘The Heiress’ (1949, já criticado). E já agora, é uma das últimas grandes estrelas da Hollywood clássica ainda vida. Completou 101 anos de idade este mês! 

Do seu par com Errol Flynn resta-nos a exuberância de ambos, ele sem contenção, ela na intimidade, e a fantasia das suas aventuras; grandes espectáculos cinematográficos onde o arquétipo do herói e da princesa das histórias clássicas se torna mais maduro através de um actor que era maior que a vida e uma actriz que emanava uma radiante energia. E no fim, quase sempre, rumavam juntos ao pôr-do-sol, como não podia deixar de ser.

Descubro que não há muitas cenas dos dois no Youtube. Fica, com má qualidade de imagem, a bem construída cena íntima de 'Dodge City' (1939).


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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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