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Top 10 - Actrizes suecas

Suecas. Altas, loiras, de olhos azuis. Verdade? Talvez. Mas não são essas que têm queda para o mundo do espectáculo. Por mais surpreendente que possa soar (porquê este país e não outro?!), a Suécia está taco-a-taco com a França como o país Europeu que mais forneceu actrizes de renome para o glorioso mundo do cinema, inclusive, e em grande parte, para o cinema anglo-saxónico. Só no ano passado, por exemplo, duas novas actrizes suecas deram muito que falar em Hollywood: Rebecca Ferguson e Alicia Vikander (a actual detentora do Óscar de Melhor Actriz Secundária). Ambas juntam-se a um extenso cânone que inclui a maior estrela da história do cinema mudo, uma das maiores actrizes da Idade de Ouro de Hollywood, uma enorme panóplia de bombas sexuais cinematográficas, um extenso rol de Bond-girls (incluindo outras ausentes desta lista como Izabella Scorupco ou Kristina Wayborn), novas revelações que certamente farão história mais cedo ou mais tarde, e muitas outras one-hit wonders, como Pernilla August, que interpreta a mãe de Anakin Skywalker no ‘Episode I’.

Se a Suécia é a terra de realizadores notáveis como Ingmar Bergman ou Lasse Hallström, os cinéfilos mundiais sempre irão agradecer com maior fervor e maior grado, certamente, os contributos deste país para o universo da actuação cinematográfica, quer sejam fãs da qualidade interpretativa ou apenas apreciadores de beleza feminina. E se ambas as qualidades puderem coincidir na mesma pessoa, tanto melhor. Segue-se o meu Top 10 das actrizes suecas que, por um motivo ou por outro (ou ambos!), gravaram o seu nome na história do cinema.


10. Maud Adams

Nascida em: Luleå (1945 - )

Maior prémio recebido: Nomeada para um Prémio Saturno para Melhor Actriz Secundária por 'Octopussy' (1983)

Top 3 Interpretações: Talvez 'Octopussy' (1983), 'The Man with the Golden Gun' (1974) e 'Rollerball' (1975) (não é que tenha visto muitos filmes com ela...)

Num parágrafo: Uma beleza escultural que para sempre será recordada por ser a única mulher a interpretar uma Bond-girl diferente em dois filmes distintos, e em ambos os papéis ter demonstrando quer força, quer vulnerabilidade que as Bond-girls não tinham nos anos 1970. É também a única personagem feminina a dar o nome a um filme de James Bond ('Octopussy'). Mas a sua carreira pouco mais tem a assinalar...


9. Anita Ekberg

Nascida em:  Malmö (1931–2015)

Maior prémio recebido: Globo de Ouro para Actriz Mais Promissora por ' Blood Alley' (1955) 

Top 3 Interpretações: Estava tentado a dizer as três interpretações em filmes de Jerry Lewis ('Artists and Models', 1955; 'Hollywood or Bust', 1956; 'Way...Way Out', 1966), mas suponho que tenha de incluir 'La dolce vita' (1960) algures por aqui... 

Num parágrafo: Não era só uma questão de voluptuosidade e presença, porque muitas outras têm isso. Era também uma questão de espírito, energia e vida.



8. Rebecca Ferguson

Nascida em: Estocolmo (1983 - )

Maior prémio recebido: Nomeada para um Globo de Ouro por 'The White Queen' (2013) 

Top 3 Interpretações: Sinceramente, só a vi em 'Mission: Impossible - Rogue Nation' (2015), mas gostei do que vi.

Num parágrafo: Uma estrela em ascensão com um toque de classicismo invulgar, que na minha acepção deu "uma convincente profundidade" ao seu papel em MI5. Tem todo o potencial para ouvirmos falar muito dela no futuro; mais até, diria eu, que a actriz que segue...



7. Alicia Vikander

Nascida em: Gotemburgo (1988 - )

Maior prémio recebido: Óscar de Melhor Actriz Secundária por 'The Danish Girl' (2015)

Top 3 Interpretações: 'Ex Machina' (2015), 'The Man from U.N.C.L.E.' (2015), e será que 'The Danish Girl' (2015) (não vi ainda)?!

Num parágrafo: A nova menina querida de Hollywood, que explodiu em 2015 com um punhado de interpretações e que agora parece entrar em tudo. Pequena, energética e apaixonada, sinceramente acho que ainda não provou ser tudo aquilo que dizem dela. Mas felizmente, ainda tem muitos anos pela frente para o conseguir fazer.



6. Bibi Andersson

Nascida em: Kungsholmen, Estocolmo (1935 - )

Maior prémio recebido: Melhor Actriz no festival de Cannes por 'Nära livet' (1958) 

Top 3 Interpretações: 'Morangos Silvestres' (1957), 'Persona' (1966), 'Sétimo Selo' (1957)

Num parágrafo: A musa de Ingmar Bergman, para o qual entrou em 13 filmes; uma actriz que nunca singrou muito (ou não quis) internacionalmente, mas da qual vamos sempre recordar a sua delicadeza, a sua profundidade, a sua honestidade interpretativa e, claro, o seu sorriso quente na cara de pele fria.



5. Noomi Rapace

Nascida em: Hudiksvall (1979 - )

Maior prémio recebido: Nomeada para 1 BAFTA de Melhor Actriz por 'The Girl With the Dragon Tatoo' (2009)

Top 3 Interpretações: 'Millennium' (2009), 'Passion' (2012), 'Dead Man Down' (2013)

Num parágrafo: Foi absolutamente brutal como Lisbeth Salander nos filmes suecos da saga Millenium. Mas se é verdade que nunca voltará a ter um papel tão extraordinário como esse, e apesar de não corresponder ao arquétipo sexy de Hollywood, já provou a sua multifacetada qualidade interpretativa; intensa, envolvente, desafiadora de convenções, Falta agora soltar-se do blockbuster de acção ou dos thrillers onde foi parar em Hollywood, para abordar obras mais relevantes...


4. Britt Ekland

 Nascida em: Estocolmo (1942 - )

Maior prémio recebido: -

Top 3 Interpretações: 'The Wicker Man' (1973), 'Endless Night' (1972), 'The Man with the Golden Gun' (1974)

Num parágrafo: Um sex-symbol que sempre se contentou em ser apenas isso e que, muito sinceramente, também não tinha talento para muito mais. Mas tinha algo intangível, um poder atractivo, que a tornaram memorável e marcante. Só assim se explica o seu estatuto de culto em filmes como 'Get Carter' ou 'The Wicker Man', apesar das suas performances serem apenas de poucos minutos...


3. Ann-Margret

Nascida em: Valsjöbyn (1941 - )

Maior prémio recebido: 5 Globos de Ouro (Actriz mais Promissora por 'A Pocketful of Miracles', 1961; Melhor Actriz Secundária por 'Carnal Knowledge', 1971; Melhor Actriz por 'Tommy', 1975; e Melhor Actriz Televisiva por 'Who Will Love My Children?', 1983; e 'A Streetcar Named Desire', 1984) 

Top 3 Interpretações: 'Carnal Knowledge' (1971), 'Viva Las Vegas' (1964), ' The Cincinnati Kid' (1965)

Num parágrafo: Muito mais do que uma bomba sexy com um rosto entre o angelical e o exótico. Uma bomba de energia e vitalidade, um tufão de entretenimento, que continuamente se re-inventou e calou os críticos: excelente como dançarina, excelente como sex-symbol e, quase sem ninguém se aperceber, excelente também como actriz...


2. Greta Garbo

Nascida em: Estocolmo (1905–1990)

Maior prémio recebido: Óscar Honorário em 1955 

Top 3 Interpretações: 'Ninotchka' (1939), 'Queen Christina' (1933), 'Grand Hotel' (1932)

Num parágrafo: Garbo, a Misteriosa. Garbo, a Intangível. Garbo, a Etérea. Garbo, a Divina. A mais elusiva de todas as estrelas da história de Hollywood, que pouco mais fez que 20 filmes e se retirou aos 36 anos de idade apesar de ter vivido até aos 85, foi uma lenda no seu próprio tempo. Uma pose perfeita para o cinema mudo, uma voz grave que se tornou um marco do início do cinema sonoro, e interpretações intensas, maiores do que a vida, um misto de paixão fria e quente, a encarnação perfeita da heroína clássica mas com o toque de modernismo antecipando a emancipação feminina futura. E claro, também sabia rir-se, e quando o fez em 'Ninotchka', deitou a casa abaixo.


1. Ingrid Bergman

Nascida em: Estocolmo (1915–1982)

Maior prémio recebido: 2 Óscares de Melhor Actriz ('Gaslight', 1944; 'Anastasia', 1956) e 1 de Melhor Actiz Secundária ('Murder on the Orient Express', 1974)

Top 3 Interpretações: 'Gaslight' (1944); 'Notorious' (1946), 'Casablanca' (1943)

Num parágrafo: A maior leading lady da história de Hollywood, ou pelo menos da Hollywood clássica?! É bem provável. A bem amada Ingrid não era só uma belíssima mulher no sentido clássico. Era incrivelmente talentosa, cuja melhor característica, para mim, era a ambiguidade com que interpretava os papéis. Conseguia ser lasciva com um olhar ao mesmo tempo que representava a integridade de uma causa. Podia ser intrépida mas com uma chama de paranóia. Conseguia ser indefesa mas esconder um segredo. O elemento comum era que  tinha sempre classe, e é isso que mais recordamos. Não era uma actriz. Era uma lady, uma Dama do Cinema. E sempre irá continuar a ser.

1 comentários:

Porque todos somos cinema, está na altura de dizer o que vos vai na gana (mas com jeitinho).

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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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