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Love Finds Andy Hardy

Ano: 1938

Realizador: George B. Seitz

Actores principais: Mickey Rooney, Judy Garland, Lewis Stone

Duração: 91 min

Crítica: E então, ao quarto filme, a saga Andy Hardy finalmente encontrou a sua passada, a sua essência, a sua eternidade.

Em EU SOU CINEMA decidi fazer o que creio nenhum site de cinema português alguma vez fez (eu é assim, quebro convenções daqui do meu cantinho): uma longa viagem pelos dezasseis filmes da saga Andy Hardy. Hoje virtualmente esquecida, a saga Andy Hardy não deixa de ser a mais popular (e mais longa) saga familiar da história do cinema americano: quinze filmes (sim, leu bem, quinze!) entre 1937 e 1946, com um filme final em 1958. Durante décadas, graças ao revivalismo televisivo americano, a saga inspirou legiões nostálgicas de fãs, que foram passando a simples magia destas obras (os valores simpáticos sobre a vida, a família e o crescimento) para as gerações seguintes; e se deliciaram com as aventuras e desventuras de uma das estrelas mais brilhantes do firmamento da Hollywood clássica: o genial Mickey Rooney.

Hoje, infelizmente, embora o cinema viva uma das suas maiores épocas de prosperidade, a atenção está toda no mediatismo actual, não nas pérolas clássicas. Durante as décadas de 1980 e 1990 a televisão pública ainda passava inúmeros filmes antigos, mas isso acabou com a chegada dos canais de cabo, cuja definição de ‘cinema clássico’ é extremamente dúbia. O elo geracional quebrou-se, os anos passam (o primeiro filme desta saga já foi feito há 80 anos!), e as aventuras da família Hardy são agora uma vaga memória na história do cinema que apenas alguns intrépidos cinéfilos se recusam a deixar partir. Eu sou um deles. E se com estas crónicas conseguir que pelo menos um leitor redescubra esta saga, então a minha missão está cumprida.

"E então, ao quarto filme, a saga Andy Hardy finalmente encontrou a sua passada, a sua essência, a sua eternidade (...)  De facto, o quarto filme  (...) é a primeira grande obra-prima da saga. E o motivo é simples; os produtores finalmente deixaram de lado os elementos centrais dos filmes anteriores (...) para se focarem no único elemento que ainda mantinha a chama da saga acesa: o filho mais novo, Andy"

Pois bem, quando chegamos a ‘Love Finds Andy Hardy’ (em português ‘Andy Hardy Apaixona-se’), lançado a 22 de Julho de 1938, a saga, que tivera três filmes em um ano e meio, já começava a demonstrar enormes sinais de cansaço. Não é que os três filmes fossem propriamente maus (cada um à sua maneira conseguia cumprir os requisitos de entretenimento familiar a que se propunha), mas a fórmula já estava indubitavelmente gasta. O primeiro filme, ‘A Family Affair’ (1937) que nos introduzira a família Hardy da pequena cidade de Carvel – o arquétipo da família americana – havia sido um enorme sucesso, principalmente porque, com a sua história simples e moralista mas de contornos sinceros e apelativos, havia falado ao íntimo das milhares de famílias americanas da década da Grande Depressão. O segundo filme, ‘You're Only Young Once’ (1937), tinha estabilizado quer o elenco quer a fórmula argumental, mas esses elementos infelizmente repetem-se, quase a papel químico, no terceiro filme: ‘Judge Hardy's Children’ (1938), o pior filme até então porque simplesmente apresenta muito pouco de original.

Na minha crítica a ‘Judge Hardy's Children’ escrevi que ”era urgente conceber, em filmes posteriores, novas ramificações, quer para as personagens, quer para as suas aventuras”. Se o quarto filme fosse mais um remake mascarado de sequela como ‘Judge Hardy's Children’ foi, não creio que a saga tivesse conseguido sobreviver para além deste filme. Mas, para glória da história do cinema, não foi. De facto, o quarto filme, mais uma vez realizado, tal como os anteriores, por George B. Seitz, é algo de muito, muito especial: é a primeira grande obra-prima da saga Andy Hardy. E o motivo é simples; os produtores finalmente deixaram de lado os elementos centrais dos filmes anteriores (pela primeira vez o Juiz não tem qualquer problema de corrupção na cidade para resolver – finalmente!), para se focarem naquele elemento, o único elemento, que ainda mantinha a chama da saga acesa: o filho mais novo, Andy Hardy, Mickey Rooney. A própria evolução dos títulos é mais do que elucidativa do progressivo enfoque destes filmes; da família (‘A Family Affair’), para os filhos (‘Judge Hardy's Children’) e finalmente para Andy. Esta é a primeira vez que o nome desta personagem surge no título do filme; uma prática que se tornaria definitiva a partir do sétimo filme.

Na crítica ao terceiro filme escrevi “temos de nos voltar para o incrível Mickey Rooney, para encontrar a energia e o interesse que sustêm esta sequela. É através dele, e só dele, que o filme tem piada, ritmo e magia. (...) Mickey Rooney electriza o ecrã com a sua linguagem corporal e o seu incrível timing cómico. As suas expressões são totalmente impagáveis e a sua energia e boa disposição são contagiantes. E, como bónus, é através dele que o filme encontra a sua melhor moral familiar e de crescimento (…) E por isso perdoamos que o filme seja extremamente desinteressante para quem seguiu a saga desde o início (…) Mickey Rooney entra. Andy Hardy entra. E isso sempre será motivo de interesse, será sempre motivo de intensa alegria."

"Mickey Rooney estava a chegar ao pico da sua jovem carreira (...) E é só vê-lo em qualquer uma destas interpretações, mas principalmente em ‘Love Finds Andy Hardy’, para perceber porquê. Nunca tinha estado tão perfeito como o boy next door como neste filme. E provavelmente nunca mais voltou a estar."

De facto, Rooney, que já fazia cinema desde os cinco anos de idade, estava a chegar ao pico da sua jovem carreira. Em 1937, com 17 anos de idade, tivera o seu ano de explosão nas grandes produções com sete filmes, incluindo ‘Captains Courageous’, ‘Thoroughbreds Don't Cry’ (o seu primeiro emparelhamento com Judy Garland) e claro, os dois primeiros filmes Andy Hardy. Em 1938, não só fez três filmes desta saga, como mais seis filmes, incluindo o clássico ‘Boys Town’, cimentando a sua incrível popularidade que no ano seguinte lhe valeria um Óscar juvenil honorário e o primeiro lugar no ranking da bilheteira mundial. E é só vê-lo em qualquer uma destas interpretações, mas principalmente em ‘Love Finds Andy Hardy’, para perceber porquê. Nunca tinha estado tão perfeito como o boy next door como neste filme. E provavelmente nunca mais voltou a estar.

Nos primeiros minutos ainda temos algum receio que o filme caia na tentação de seguir as pisadas batidas dos anteriores. O filme volta a começar no tribunal, onde o Juiz Hardy (Lewis Stone continua a dar, como sempre, solidez ao papel) resolve mais dois casitos “soft” com a sua costumeira sagacidade. Depois, ruma a casa ponderando questões deveras importantes da lida familiar (ou não!), neste caso como é que irá convencer a sua esposa Emily (Fay Holden), que ele sente estar demasiado cansada com os trabalhos domésticos, a aceitar contratar uma cozinheira (que diga-se, após esta cena inicial, não mais é vista ou mencionada…). Por outro lado, a filha mais velha, Marion (Cecilia Parker, cujo interesse esmorece a olhos vistos de filme para filme), tem mais uma discussão com o namorado (outra?!). E por fim, a família recebe a notícia de que a avó teve um enfarte e está em coma, o que obriga Emily e a sua irmã, a Tia Milly (aqui pela última vez interpretada por Betty Ross Clarke) a deixar Carvel para mais uma viagem, como em filmes anteriores. Isso obriga também a filha mais velha a assumir as ‘responsabilidades’ como dona de casa…

Todos estes elementos são repetitivos e deixam o espectador conhecedor dos filmes anteriores algo desconcertado. Mas é um sentimento que dura muito pouco tempo. Logo nos apercebemos que, sem querer ofender nenhuma das personagens, o filme está a fazer duas coisas. Primeiro está a manter aquela pontinha de dramatismo familiar a que pode retornar confortavelmente de quando em quando, para ter uma tensãozinha extra e oferecer ao espectador as clássicas morais que são a marca registada desta saga. Mas segundo, no fundo, no fundo, o que o filme está a fazer é tirar cortesmente personagens a mais do caminho (a mãe, a tia, a irmã), para se poder fixar em quem realmente é importante, ou melhor, em quem realmente ainda tem fascínio para o espectador: Andy.

"Rooney puxa dos galões (demonstrando o seu indubitável génio) e dá uma inacreditável performance, definitivamente vincando o seu Andy. Não é simplesmente um estereótipo do típico adolescente. É uma personagem credível, cheia de vida, totalmente carismática, que mistura uma exuberância exagerada e por vezes infantil, com uma manha rebelde tão típica da adolescência. E Rooney oscila por ambos estes estados com uma hipnotizante, mas ternurenta mestria cómica"


Na primeira vez que dá o título ao filme, e na primeira vez em que as suas aventuras são realmente o centro da trama (não obstante as pequenas ramificações dramáticas a que já aludi), Mickey Rooney está absolutamente extraordinário. É incrível como um actor de apenas 18 anos consegue suportar tão bem esta responsabilidade e electrizar o filme de uma ponta à outra. Rooney puxa dos galões (demonstrando mais uma vez o seu indubitável, e agora infelizmente pouco recordado, génio) e dá uma inacreditável performance, definitivamente vincando o seu Andy. Não é simplesmente um estereótipo do típico adolescente. É uma personagem credível, cheia de vida, totalmente carismática, que mistura uma exuberância exagerada e por vezes infantil, com uma manha rebelde tão típica da adolescência. E Rooney oscila por ambos estes estados com uma hipnotizante, mas ternurenta mestria cómica, até que revemos nele, sem qualquer dificuldade, a nossa própria adolescência.

Quando o encontramos pela primeira vez, aos cinco minutos de filme, está num stand de carros usados prestes a fazer o primeiro pagamento para adquirir o seu primeiro automóvel. É um momento importante para um adolescente de 16 anos e o veículo será um constante companheiro em filmes subsequentes, representando também a sua paixão pela mecânica que irá desabrochar aos poucos. Mas o automóvel ainda não é seu. Falta um último pagamento de oito dólares, que passará o resto do filme a tentar angariar. O seu objectivo principal é poder usar o carro para levar o seu par ao baile de Natal do liceu, para não ser, como diz, um “pária social”. Aliás, numa típica “aventura” de adolescente (que se torna ainda mais terna precisamente por causa disso) todo o filme anda à volta da forma como Andy gere as três potenciais raparigas que poderão ser o seu par.

Primeiro há a sua namorada desde sempre, Polly (a deliciosa Ann Rutherford). A sua relação neste filme está ainda mais evoluída (vemos o primeiro de muitos passeios até casa “pelo caminho mais longo”), mas infelizmente, numa cena numa piscina pública (que menciono só pela imensidão do cenário; incrível) Andy descobre que Polly não poderá ir com ele ao baile porque vai visitar a sua avó nas férias de Natal. Desgostoso, primeiro promete a Polly que não irá com mais ninguém. Mas depois seu amigo Beezy (George P. Breakston) promete-lhe os oito dólares que ele tanto quer se Andy convidar para o baile a bela, mas empertigada “menina-bem” Cynthia (uma extremamente jovem Lana Turner num dos seus primeiros papéis) só para a afastar de outros rapazes enquanto o próprio Beezy não regressa de férias.

"Neste que é o segundo dos dez filmes que Rooney e Garland fariam em conjunto, sentimos imediatamente uma enorme química entre ambos (...) Andy pode estar ocupado em gerir as suas duas namoradas, mas é com Betsy que terá as melhores cenas (...) Para além do mais, o filme é extremamente inteligente a capitalizar os dotes de Judy Garland (...) Esta Judy é tão nova, tão pura, tão imaculada, e portanto é infinitamente recompensador ouvi-la a cantar."

E por fim há mais uma rapariga na equação. O nome dela é Betsy Booth e a actriz que a interpreta, com uma riqueza imensa, é nenhuma outra senão a gloriosa Judy Garland, aqui um ano antes do seu icónico papel em ‘The Wizard of Oz’. Betsy é a neta da vizinha do lado da família Hardy, e vem à cidade passar o Natal. É filha de uma famosa cantora e ela própria quer seguir uma carreira na música. Apesar de ser da alta sociedade é uma personagem consciente, inteligente e dada (uma das personagens mais bem trabalhadas da saga) e a sua devoção e paixão por Andy é imediata. Mas é curioso notar que, apesar dos esforços de Betsy para lhe agradar, Andy olha sempre para ela apenas como amiga (vai tornar-se a sua melhor amiga em filmes subsequentes), emulando de certa forma a famosa relação entre Rooney e Garland na vida real; cada um casou meia dezena de vezes, mas nunca um com o outro, apesar de se terem mantido amigos próximos até à morte precoce de Judy

Neste que é o segundo dos dez filmes que fariam em conjunto, sentimos imediatamente uma enorme química entre ambos; essa faísca que se tornaria imortal no ano seguinte em ‘Babes in Arms’. Andy pode estar ocupado em gerir as suas duas namoradas, mas é com Betsy que terá as melhores cenas (a da loja de gelados por exemplo) e é a ela que se vai realmente abrir emocionalmente; não da forma sentida e arrependida como geralmente se abre ao pai no final de cada filme, mas de uma forma mais exuberante e esperançosa, típica dos jovens prontos a desafiar a vida. Para além do mais, o filme é extremamente inteligente a capitalizar, obviamente, os dotes de Judy Garland, introduzindo algo que os filmes da saga Andy Hardy nunca haviam tido: números musicais. Podem existir à parte da história principal mas são pedaços de “enchimento” extremamente bem-vindos, especialmente porque esta Judy é tão nova, tão pura, tão imaculada, e portanto é infinitamente recompensador ouvi-la a cantar – muito mais, verdade seja dita, do que assistir às habituais cenas de ‘moral familiar’ da saga.

O filme vai seguindo o seu percurso de forma natural e a bom ritmo, potencializando as possibilidades cómicas dos sucessivos problemas que Andy vai tendo. O problema um é que Cyntia se vai apaixonar por Andy, embora este se enfade rapidamente dela e da sua futilidade (a não ser quando se estão a beijar!). O problema dois é que à última da hora, Polly decide voltar a tempo do baile! E o problema três é que Beezy arranja outra namorada e desiste quer de Cynthia, quer de pagar a Andy, o que o deixa em apuros financeiros e amorosos… Tudo culmina na noite do baile, onde o filme balanceia na perfeição as suas três frentes: a cómica, a musical (Garland interpreta duas canções) e a moral familiar. Andy vai descobrir que a solução para os seus problemas estava ao seu alcance desde sempre, com um pedaço de sentida autoconsciência e altruísmo (ajudando o pai a comunicar com a mãe no Canadá através de um operador de rádio – uma cena até inventiva – o que lhe dá uma inesperada recompensa) e com uma pequena ajuda dos seus verdadeiros amigos (Betsy ajudará a esclarecer os seus mal entendidos amorosos). E no final, com boa disposição, um pequeno ‘milagre’ de Natal à mistura, e o clássico gritinho excitado de Andy/Rooney, tudo está bem quando acaba bem.

"‘Love Finds Andy Hardy’ é um daqueles filmes que ensina os jovens a crescer, não importa o ano em que nasceram, com um gigantesco sorriso nos lábios. (...) É uma verdadeira delícia ver o dínamo que é Mickey Rooney a ser Andy Hardy (...) Andy é um pedacinho de todos nós que fomos adolescentes um dia, e é o que nos liga a este filme emocionalmente."

O filme não é uma quebra completa com os anteriores pois possui ainda todos os elementos que constituem a sólida essência moralista da saga. Como sempre as lições são oferecidas sem pedantismo mas a grande diferença é que aqui estão subtilmente incluídas na história, em vez de serem uma parte essencial dela, o que torna o passar da mensagem muito mais natural e, na minha óptica, mais eficaz. Porque através de uma história com que todos se podem identificar, e personagens com falhas e portanto muito mais humanas e credíveis, a universalidade desta obra torna-se infinita, e não fica datada um dia que seja. Independentemente das gerações e das eras, a essência dos problemas da adolescência serão sempre os mesmos. ‘Love Finds Andy Hardy’ é um daqueles filmes que ensina os jovens a crescer, não importa o ano em que nasceram, com um gigantesco sorriso nos lábios.

É esse para mim o segredo desta saga em geral, como já escrevi nas críticas anteriores, mas de ‘Love Finds Andy Hardy’ em particular. Liderando um fantástico rol actores jovens (como só a clássica MGM conseguia juntar num único filme), é uma verdadeira delícia ver o dínamo que é Mickey Rooney a ser Andy Hardy; a ser nós próprios, a reflexão da nossa adolescência, ou pelo menos do arquétipo fantasioso da nossa adolescência no grande ecrã. A forma como se atira da prancha da piscina, a forma como ao ler o telegrama de Polly diz desesperadamente “two girls for the same dance!”, ou como consegue passar do fanfarrão convencido ao perfeito totó infantil só com um beijo de uma das suas pretendentes, é tudo o que precisamos para nos fazer sorrir e aquecer o nosso coração nostálgico. Andy é um pedacinho de todos nós que fomos adolescentes um dia, e é o que nos liga a este filme emocionalmente. Há um calor enorme que emana de cada cena graças à sua contagiante energia, mas a grande mestria da sua interpretação, tal como da película, é que consegue manter esta ligação connosco, mesmo 80 anos depois, e em múltiplos planos. Este não é somente um drama moralista de crescimento (como podemos dizer que os filmes anteriores eram, mesmo que aligeirados por um tom familiar e cómico). É isso sim, uma comédia romântica de crescimento. E que comédia!

Muito simplesmente, ‘Love Finds Andy Hardy’ bem que poderá ser a melhor comédia de amor adolescente da história do cinema. O filme foi um dos grandes sucessos de bilheteira do ano e estabeleceu definitivamente Rooney como uma estrela. É sem dúvida o melhor filme da saga até este ponto e para muitos é o melhor de toda a saga. É o que mais vezes passou nas televisões americanas, é o que mais facilmente se pode encontrar em DVD, e ainda hoje é o mais bem-amado e recordado. Em 2000, tornou-se o primeiro filme da saga (e único até hoje) a entrar para o prestigiado arquivo da Biblioteca do Congresso Americano, uma instituição que desde 1989 escolhe cerca de 25 filmes por ano para preservação “eterna”. Não é por acaso.

"Muito simplesmente, ‘Love Finds Andy Hardy’ bem que poderá ser a melhor comédia de amor adolescente da história do cinema. (...) É óbvio que este filme não é uma ‘obra-prima’ (...) Afinal, é “apenas” um filme familiar e uma comédia de crescimento. Mas possui um je ne sais quoi mágico que transforma a sua estrutura simples numa incrível universalidade, numa memória eterna. "

É óbvio que este filme não é uma ‘obra-prima’, como concebemos um filme de Tarkovsky ou John Ford ou Kubrick ou Dreyer. Afinal, é “apenas” um filme familiar e uma comédia de crescimento. Mas possui um je ne sais quoi mágico que transforma a sua estrutura simples numa incrível universalidade, numa memória eterna. Este filme é a nossa adolescência, pelo menos daqueles de nós que nos regemos pelos valores clássicos. Nada mau para uma terceira sequela rodada apenas em três semanas.

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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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