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Top 10 - Épicas 'fistfights' da história do cinema

Uma boa cena de pancadaria sabe sempre bem... Isto é, no cinema. Na vida real, salvo justificáveis excepções, todo o tipo de violência é condenável. Mas no cinema, se for bem utilizada, pode servir brilhantemente o seu propósito, sem que isso implique que as cenas estejam a satisfazer o nosso desejo mórbido de ver sofrimento, que tão comum é na nossa sociedade.

Precisamente, a violência no cinema esteve desde sempre associada à aventura, e era essa aventura, exótica, galante, heróica, e a excitação que advinha das perseguições, dos tiros, ou de momentos de improvisado pugilato, que interessava. Por isso passaram-se muitos anos até que se viu sangue ou mortes gratuitas no grande ecrã. O objectivo era dar uma lição de moral aos mauzões e impedi-los de realizar os seus pérfidos esquemas, ou então simplesmente calar um fala barato com um soco bem medido sem que daí viesse algum mal ao mundo.

Claro que isto não ficou assim para sempre. Lentamente, e à medida que o cinema amadureceu ao longo do século XX, o retrato da violência ficou por vezes mais artística - uma poderosa afirmação visual como arma crítica (veja-se o que Kubrick faz em 'A Clockwork Orange') ou a estética pela estética (o glorioso kung-fu) - mas geralmente ficou mais negra, mais intensa e quiçá mais pungente (os anos setenta são um forte período de viragem) e depois, naturalmente, mais gratuita.

Hoje em dia já estamos tão dessensibilizados em relação à violência no ecrã que nem pestanejamos quando um herói mata dezenas de pessoas ao longo de um filme. O grande cinema de acção dos anos 1980 e 1990 tratou disso mas, ao mesmo tempo, foi também um cinema que tornou a violência um pouco mais relaxada em relação aquela dos anos 1970; uma tendência que contudo está agora a voltar a inverter-se.


Por isso mesmo, quando surgem tops recentes de 'grandes cenas de pancadaria no cinema', inevitavelmente (e também porque quem faz esses tops desconhece o cinema clássico que não seja de Coppola ou Scorsese ou Lucas) vamos parar aos grandes blockbusters de acção dos últimos anos, ou a filmes de culto mais modernos como 'Fight Club' ou 'Snatch.'. A maior parte destes filmes mostra uma violência exacerbada, quase desmiolada, enriquecida por técnicas cinematográficas modernas e capitalizando no tal desejo mórbido que muitas pessoas têm de ver aquilo que não podem fazer na vida real no grande ecrã. É por esse motivo, por exemplo, que os épicos filmes de gangsters, mesmo os menos conseguidos cinematograficamente, se tornaram de culto; porque muitos adoram o glamour da violência precisamente porque esse 'glamour', mascarado de estética cinematográfica que inúmeras vezes é apenas gratuita, corresponde a um desejo reprimido do espectador, o mesmo que nos fazia adorar as brincadeiras de policias e ladrões em criança.

Mas porque eu percebo pouco de psicologia (e portanto é melhor deixar as teorias para outros), porque só coaduno com a violência no grande ecrã quando ela é justificada em prol de contar uma boa e excitante história, e porque tenho a felicidade de conhecer e recordar uma panóplia de filmes, dos clássicos aos mais recentes (embora claro, não vi tudo, portanto faltará sempre aquele que o leitor acha que falta) decidi conceber o meu próprio top. E nesse sentido, creio que as melhores cenas de pancadaria cinematográfica têm necessariamente que ser aquelas que em inglês se apelidam de 'fistfights'. Ou seja, as lutas de punhos, sem armas, sem veículos, sem kung-fu, sem efeitos especiais, sem gratuitismo. Só quatro punhos e muita excitação.

Uma boa fistfight no cinema não é uma exultação da violência. Uma boa fistfight é uma forma clássica de estabelecer uma disputa de homens, uma prova de valor em que não é preciso matar o adversário; é só preciso fazê-lo cair e ficar de pé no final. É a psicologia do boxe, a psicologia inerente ao primeiro 'Rocky', uma subtil regra não escrita de cavalheirismo (em 'The Quiet Man' chamam-lhe as Regras da Marquesa de Queensbery), mas que pode estar na mesma carregada de testosterona e intensidade cinematográfica, tal como o estão os duelos de espadas ou de pistolas, ou agora os frente-a-frentes de super-heróis com diferentes poderes. Só que na fistfight a intensidade ainda é maior porque não há adereços desnecessários, só os punhos. Por isso mesmo, as grandes fistfights não são necessariamente grandes e espalhafatosas cenas de acção, nem são necessariamente chocantes (embora o possam ser como no caso de 'Fight Club', que não incluo nesta lista). Em vez disso podem ser (e são) momentos de grande excitação cómica (como as famosas barroom brawls, as lutas em saloons dos velhos westerns), mas também momentos mais duros de introspecção, quando o herói e o vilão estão face e face e apenas se podem valer da sua masculinidade.


São esses momentos, que considero muito mais interessantes do ponto de vista cinematográfico, que pretendo honrar aqui, em dez cenas concebidas entre 1939 e 2012, por vezes cómicas, por vezes intensas, mas sempre excitantes, que nunca defendem a violência nem a idolatrizam, mas que contam a história de homens que precisam desse escape para fazer as pazes consigo próprios, salvar o dia ou simplesmente se divertir. Só assim faz sentido e assim sendo, na minha perspectiva, podemos e devemos aplaudir estas cenas, porque são verdadeiramente grandes momentos de Cinema.


10. Bad Day at Black Rock (1955)

Comecemos por uma cena aparentemente tranquila (não há grande espalhafato), mas que é imensamente eficaz e intensa, vista no contexto do filme, que é todo ele um triunfo da tensão e da subtileza. Como um veterano só com um braço que chega a uma terriola à procura de um homem, Spencer Tracy depara-se com o antagonismo suspeito dos habitantes que o tentam intimidar para se ir embora. A aparência não é tudo e se Ernest Borgnine, Lee Marvin ou Robert Ryan podem parecem muito ameaçadores quando comparados com o sempre contido Tracy, quando o tentam atacar têm uma grande surpresa... 'Bad Day at Black Rock' é uma obra prima do suspense, e esta é uma cena fulcral no cerne do filme, em que os maus sentem pela primeira vez medo e Tracy prova que não está aqui para brincadeiras. Verdade que versões desta cena reproduzir-se-iam pelo cinema do 'forasteiro chega a uma cidade dominada por mauzões' dos anos 1970, 1980 e 1990, mas Tracy tem um classe que Van Damme, Steven Seagal, Chuck Norris e muitos outros nunca terão, mesmo dominando menos a arte da luta, o que torna a cena ainda mais memorável.



9. Lethal Weapon (1987)

Como a saga da 'Arma Mortífera' se tornou uma paródia de si própria nos anos 1990, é talvez difícil recordar que o primeiro filme possui tons muito mais sombrios, herdando do peso da Guerra do Vietname e com o Martin Riggs de Mel Gibson possuindo uma insanidade que, antes de ser cómica, advinha da morte da sua esposa e da sua perda de fé e interesse pela vida. Por isso mesmo, e apesar das lutas finais mano-a-mano se terem tornado regra nas sequelas (a de 'Lethal Weapon 4' contra Jet Lee é igualmente épica), a do primeiro filme é a mais memorável, porque é nela que Riggs expurga os seus fantasmas. Não é apenas uma cena de acção para entreter o espectador, não é apenas a típica cena em que o herói bate o vilão, é antes uma sequência pesada com fortes implicações na psicologia da personagem. Ajuda claro a filmagem errática, a música intensa, o ambiente chuvoso, a muita lama e os berros guturais de Gibson. E depois é Gary Busey que leva o enxerto de porrada, o que sabe ainda melhor. Um dos melhores momentos da saga da 'Arma Mortífera'.



8. Blazing Saddles (1974)

'Blazzing Saddles' é a carta de amor de Mel Brooks ao western. Portanto, como não podia deixar de ser, Brooks inclui na sua paródia extremamente hilariante, extremamente inteligente, uma grande cena de pancadaria, uma homenagem às famosas barroom brawls, ou seja, às épicas rixas em saloons, que começaram de forma séria e acabaram por se tornar um cliché de elas próprias (ver o número 3 desta lista). Mas Brooks joga ainda mais um trunfo. Num momento de surrealidade genial, a acção transcende o velho Oeste, ultrapassa as barreiras do tempo e do espaço, e chega aos próprios estúdios da Warner Brothers, onde irrompe as filmagens de outro filme para finalmente acabar dispersando-se numa rua em Hollywood. Só Mel Brooks para conseguir fazer uma coisa destas e fazê-lo bem. Algures pelo meio, ainda há espaço para uma pie fight. Épico. Hilariante e épico. Ao bom estilo de Brooks.



7. The Matrix (1999)

Em 1999 eu tinha 15 anos de idade e fui praticamente o único rapaz na minha turma que não gostou de 'The Matrix'. Sacrilégio. Heresia. Pois é. Mas assim foi. Não ia dizer que gostei só porque os outros todos gostaram. Fui perseverante e desde então já vi 'The Matrix' mais duas vezes, mas nunca mudei muito a minha opinião. Às vezes é mesmo assim, uma questão de gosto pessoal. Contudo, se as sequelas são para esquecer, encontro muitas mais valências agora no primeiro filme que obviamente não vi quando era novo. Uma delas é a pura beleza cinematográficas de (quase) todas as cenas de luta. São muito mais do que cenas cool, embora os irmãos Wachowski prefiram geralmente a estética em prol da profundidade. São uma sinfonia de movimentos, brilhantemente filmadas, e trazendo na perfeição para o século XXI a herança do cinema de kung fu. Keanu Reeves e Hugo Weaving não têm propriamente a graciosidade de Bruce Lee, mas quando Neo e o Agente Smith abandonam as armas e entram num combate corpo a corpo, é um momento especial e intenso, cheio de adrenalina. Um hino ao entretenimento moderno que os efeitos especiais, usados com moderação, não estragaram, ao contrário do que aconteceu em inúmeros blockbusters desde então.



6. Raiders of the Lost Ark (1981)

O primeiro Indiana Jones é provavelmente o maior filme de aventuras alguma vez feito e deve haver poucos leitores que não concordem comigo. Baseado numa ideia de George Lucas, materializada por Steven Spielberg e tornada viva por Harrison Ford, 'Raiders of the Lost Ark' translada na perfeição o universo das aventuras fantasiosas e exóticas de exploradores intrépidos, que tanto sucesso tiveram em séries televisivas de baixo orçamento nos anos 1950, para o cinema de acção revivalista dos anos 1980, pós 'Star Wars'. O filme é uma sucessão de cenas excitantes em que um cada vez mais agastado e desgrenhado Indiana Jones ultrapassa tudo e todos para conseguir sobreviver e atingir o seu objectivo; impedir que a Arca da Aliança caia nas mãos dos Nazis. Depois de se desfazer facilmente de um árabe munido de um facalhão com a sua pistola, Indy encontra mais tarde um matulão nazi que o desafia para uma luta de punhos. Relutante, Indy aquiesce mas as coisas não começam a correr bem, especialmente quando o avião inicia a sua marcha. Como um mestre, Spielberg vai introduzindo cada vez mais problemas exteriores, mas mantêm sempre o nosso foco, e as nossas excitadas emoções, na luta. Em miúdo, para mim esta cena era como enfrentar o Boss no final de um nível de um jogo de computador e ainda hoje não perdeu nenhuma da sua espectacularidade a meus olhos. Intensa, excitante, e no final sabemos que Indy é o nosso herói, e sempre irá ser.



5. The Dark Knight Rises (2012)

Mais épico não significa necessariamente melhor, e Nolan levou esta máxima ao limite com a última parte da sua trilogia do 'Cavaleiro das Trevas'. Em 'The Dark Knight Rises', Nolan torna todas, absolutamente todas as sequências em algo épico, mas o filme não consegue recapturar a intensidade e a genialidade do seu predecessor 'The Dark Knight'. Contudo, é neste filme que os melhores combates corpo-a-corpo ocorrem, esquecendo a tecnologia e os brinquedos pelos quais Batman se tornou famoso, e regressando a uma guturalidade animalesca que se adequa perfeitamente ao desespero do Batman de Christian Bale na sua última demanda para salvar Gothan, As suas duas sequências de luta com Bane (Tom Hardy) são maravilhosas peças de arte cinematográfica. Na primeira, Batman é facilmente derrotado. Na segunda, passada num belíssimo ambiente gélido, Batman transforma o seu desespero e a sua animalidade numa arma porque não há mais nada que possa fazer. É o último grito de revolta de um herói decadente e o resultado é fantástico. Pena contudo que, se notarmos bem, os extras que interpretam a grandiosa batalha final pela sobrevivência de Gotham parecem estar a fazer festas uns aos outros e não propriamente a lutar...



4. Lo chiamavano Trinità... (1970)

Trinitá (Terrence Hill) e Bambino (Bud Spencer) decidem, neste seu mais famoso dos westerns, proteger e ajudar um conjunto de devotos colonos contra os clássicos malfeitores que pretendem expulsá-los das terras que ocupam. Uma hora e meia de western spaghetti depois, no ritmo lento e relaxado que caracteriza o género, este duo dinâmico finalmente faz o gosto ao punho, auxiliado pelos colonos que até então se tinham abstido de lutar devido às suas crenças religiosas. A luta podia ser um bocadinho mais dinâmica e virtuosa (é mais uma sucessão de truques isolados que geralmente culminam numa gag visual), mas desenrola-se a um ritmo mais que adequado para um público familiar, com tons mais cómicos que intensos tão ao estilo dos spaghetti, principalmente os de Terrence e Bud. A melodia singela que acompanha a luta simboliza perfeitamente aquilo que ela quer ser: uma fantasia dos heróis a derrotarem os maus, em que a violência é necessária mas não chocante. É mais uma lição de moral, como todas aquelas que aprendemos com os heróis da nossa juventude e que o cinema moderno parece não saber dar. Esta zaragata empalidece perante a espectacularidade da luta de um 'Captain America 3', mas não é o seu propósito muito mais nobre e eficaz, e no fim muito mais memorável? Eu acho que sim...



3. Dodge City (1939)

Western e pancadaria num saloon vão de mão dada como pão e manteiga. Especialmente por esta altura, em que o western ainda não tinha atingido os tons mais pesados e o simbolismo mais intenso que teria a partir dos anos 1950 e portanto quedava-se por aventuras românticas com estruturas simpáticas, elementos de comédia q.b., e onde no final o bem triunfava sobre o mal e o nosso herói de serviço ficava com a miúda, na típica representação do ideal americano. Em 'Dodge City', Errol Flynn toma a si a missão de regenerar a mítica cidade desordeira da fronteira americana, e pelo caminho enamora-se de Olivia de Havilland. Mas lá para o final do filme, Michael Curtiz oferece-nos um verdadeiro espectáculo visual, a barroom brawl para (na altura) acabar com todas as barromm brawls (e mesmo agora é difícil de dizer que já foi superada). Ao longo de quatro deliciosos minutos, todos os cowboys da cidade se envolvem numa das mais confusas, anárquicas, barulhentas e engraçadas lutas de sempre. Até Alan Hale, que passa metade do filme a tentar manter-se longe da má vida da luta e da bebida, não consegue resistir à tentação de mergulhar de novo na barafunda. Uma cena de 'partir tudo' que não precisa de mostrar uma pinga de sangue ou uma morte para ser épica. É só confusão, da boa. E o espectador adora. Nas palavras de Hale: "Yupeeee."



2. Any Which Way You Can (1980)

'Every Which Way But Loose' (1978) e a sua sequela 'Any Which Way You Can' (1980), existem num plano à parte de surrealismo cinematográfico e, para boa medida, estão cheios de belas e humorísticas cenas de pancadaria da velha guarda. Clint Eastwood exibe o seu corpo bem trabalhado e dá umas bem merecidas lições a bandos de desordeiros, fala baratos, polícias convencidos e o gang de motoqueiros menos capaz da história do cinema. A sequela é toda construída à volta da antecipação de uma grande luta entre as duas lendas do pugilismo amador de rua, o Philo de Clint, que jura ser este o seu último combate, e o notório Jack Wilson (interpretado por William Smith), o lutador a soldo da máfia. Várias histórias secundárias rodeiam o combate que acaba por acontecer no último terço do filme, numa pequena cidadezinha nas montanhas, rodeada por um gigantesco festival cómico de apostadores de todos os géneros, estilos e feitios. Pelo ambiente, pela comédia, mas também pela talvez inesperada profundidade emocional da luta destes dois homens, cuja motivação não é uma causa concreta, mas espiritual - ver se conseguem ficar de pé no final do combate, testar o limite das suas forças, fazer as pazes com os seus demónios interiores - a construção desta fistfight excede muito mais a pancadaria em si e ajuda a salvar esta menor sequela. Mas olhando para a pancadaria em si, o que o filme nos oferece é um festival de pugilato incrível, que é bem capaz de bater o recorde de socos dados, estendendo-se até aos limites da força dos lutadores e da capacidade de aposta dos espectadores, quer aqueles dentro do filme, quer nós, do lado de cá, completamente absortos... Infelizmente não encontrei o clip desta cena no Youtube, mas podemo-nos deliciar com este best off das grandes lutas de Clint, onde um excerto da grande luta a que me refiro pode ser vista entre o minuto 1'11 e 1'47.



1. The Quiet Man (1952)

E por fim, chegamos a 'The Quiet Man', a obra prima de John Ford, um dos melhores filmes alguma vez feitos. Uma comédia de costumes, com toques de dramatismo e nostalgia, passada numa pequena aldeia irlandesa, 'The Quiet Man' é um filme delicioso, com um humor sabedor mas também muita introspecção, na forma como explora como convenções e modos de vida seculares são postos em causa com a chegada de um americano interpretado por John Wayne. A sua corte e posterior casamento com a fogosa ruiva interpretada por Maureen O'Hara constituem o cerne do filme, mas ficam alguns assuntos por resolver, como a expurgação dos fantasmas do passado de Wayne, a questão do dote que divide o casal e a lição que tem de ser dada ao irmão de Maureen, interpretado pelo grande Victor McLaglen. E tudo isto é resolvido na soberba, incrivelmente ritmada (a música de Victor Young dá a batida) e infinitamente hilariante cena de pancadaria final entre Wayne e McLaglen. De novo, tal como a maior parte das cenas que constituem este top, o objectivo destes homens não é a violência. É antes fazerem um teste à sua masculinidade e tentarem dar uma lição ao outro. É a forma como os homens resolvem uma disputa e no final, quem quer que seja o vencedor, o respeito é ganho mutuamente e vão todos beber um copo em conjunto ao pub local. Devia ser este o modo de resolver todas as contendas. E por esse motivo, bem como pela excelente forma como a cena é construída, com intensidade e comédia em partes iguais (Barry Fitzgerald é soberbo, como sempre), e uma grande dose de confusão ao longo de quase 10 minutos, que embalam o filme para a sua perfeita conclusão, esta só pode ser, sem dúvida alguma, a mais épica fistfifght da história do cinema. Tenho dito.

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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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