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Visita ou Memórias e Confissões

Ano: 1982 (inédito, lançado em 2015)

Realizador: Manoel de Oliveira

Actores principais: Manoel de Oliveira, Maria Isabel de Oliveira, Diogo Dória

Duração: 73 min

Crítica: Na passada segunda-feira, cortesia do meu prezado pai, obtive um bilhete para assistir à estreia mundial do filme inédito do recentemente falecido Manoel de Oliveira, ‘Vista ou Memórias e Confissões’, que teve lugar no Teatro Municipal Rivoli, no Porto.

Foi uma experiência interessante por vários motivos. Começando pelo local, foi com prazer que assisti a um filme no Grande Auditório, que apenas há poucos dias mudou precisamente de nome para Auditório Manuel de Oliveira. Não foi o primeiro filme que assisti no Rivoli; a primeira vez que vi ‘Metropolis’ (1927) de Fritz Lang, por exemplo, há muitos, muitos anos numa sessão do FantasPorto, foi precisamente lá, mas no Pequeno Auditório do piso inferior. O Grande Auditório está praticamente reservado para espectáculos teatrais ou musicais por isso foi um encanto assistir a um filme numa sumptuosa sala como aquela, algo que, com o proliferar das mega-salas em centros comerciais, é um privilégio raríssimo nos dias de hoje. 

Segundo, de notar que se viveu um fabuloso ambiente de homenagem. Os bilhetes eram gratuitos mediante levantamento prévio, mas havia também muitos convidados, que iam desde a esfera política, à flor fina da cultura portuguesa e portuense, a outras personalidades do cinema. Os actores de ‘Aniki Bóbó’ (1942), hoje na terceira idade, estavam lá, como também estava a viúva de Manoel de Oliveira, e a respectiva descendência. Esta mistura de família, amigos, elite cultural e cidadãos comuns, quer curiosos, quer apaixonados do cinema, gerou uma interessante aura para assistir a um filme que, embora rodado em 1982, apenas agora, após a morte de Manoel de Oliveira (por vontade do próprio) a Cinemateca teve permissão para exibir.

Houve a atitude correcta em fazer da exibição deste filme uma grande homenagem acessível a todos. Como sabemos, os filmes artísticos portugueses estreiam primeiro lá fora, nos festivais internacionais e só depois, com sorte, em Portugal. E quem diz Portugal às vezes diz duas salas em Lisboa e uma no Porto. Por isso mesmo é que, apesar de ser de louvar a estreia ter sido primeiro cá (em Cannes ou em Veneza adorariam passar isto de certeza), é de condenar terem-se feito apenas duas sessões, às 18h30 e às 21h30, na passada segunda-feira. Como será exibido o filme daqui para a frente? Correrá as capelinhas das cinematecas e dos festivais? Tenho para mim que com a inevitável curiosidade que se gera após a morte de um famoso do cinema, e neste caso do cinema português, havia mercado para uma exibição mais alargada. Com isto quero dizer (sacrilégio) nos shoppings! Não que o filme possa vir a ser do agrado do grande público. Mas a curiosidade impeliria a que gastassem dinheiro a comprar o bilhete (se não gostarem do filme o bilhete já está comprado… azar! é a táctica americana!) e seria um enorme passo para a divulgação do cinema português em geral e de Manoel de Oliveira em particular.

Nesse aspecto contra mim falo. É com grande autoconsciência que toco agora num ponto sensível para dizer que, até segunda-feira, nunca tinha visto um filme de Manoel de Oliveira! E agora o leitor está sem dúvida a rir-se e a duvidar das minhas qualidades. Então o homem que tem um blog de cinema que já leva mais de 200 críticas, que vê 300 filmes por ano, e que por vezes se gaba de que percebe da coisa nunca viu um filme de Manoel de Oliveira?! Bem, na verdade minto, vi ‘Chacun son Cinema’ (2007), um filme composto por várias curtas-metragens e que uma delas é da autoria deste cineasta português. Mas não, nunca vi ‘Aniki Bóbó’ (1942), ‘'Non', ou A Vã Glória de Mandar’ (1990) ou ‘O Convento’ (1995). Sem me querer desculpar (nem preciso) passo a explicar.

Para começar há biliões de filmes nesta vida, e com 300 filmes ou menos por ano nenhum de nós, cinéfilos ou não, vai muito longe. Temos que fazer escolhas ou então ‘arrastar’ por partes. Quando comecei a descobrir o cinema, vi tudo o que conseguia ver que dava nas nossas televisões e, mais tarde, nas televisões por cabo. Os clássicos e o cinema de autor fui descobrindo em rubricas como ‘Cinco Noites Cinco Filmes’ ou trazendo filmes de videoclubes ou de bibliotecas. Podemos dizer que os filmes de Manoel de Oliveira abundam nestes lugares? Não. Mais tarde, fui explorando aquilo que conhecia/gostava. Por exemplo, já vi a filmografia inteira de Hitchcock, e quando digo inteira é mesmo inteira, ou seja coisas como ‘The Pleasure Garden’ (1925) ou ‘Waltzes from Vienna’ (1934), e isto leva o seu tempo. Entretanto, também fui fazendo outras descobertas a partir de pequenos clips ou trailers apanhados por acaso que suscitaram a minha curiosidade, ou de um resumo ou uma crítica que li algures. Foi assim que descobri Truffaut, Godard, Kurosawa, Malle ou Cassavetes. Por um lado nunca calhou (é precisamente essa a palavra) ver um filme de Oliveira. Por outro, dos poucos clips que já vi, na internet ou na televisão, nada me impeliu a procurar ver os seus filmes. Se não faço isso logo, adio, e com a minha listinha de ‘filmes para ver’ a aumentar de dia para dia, espaço para o Manoel de Oliveira não surgiu naturalmente. Sim, podia ter feito o esforço para ver um ou dois dos seus filmes. Mas não o fiz. Não por ser presunçoso, ou elitista ou ‘americanista’ ou achar que o seu cinema é mau. Nada disso. Simplesmente, tal como muitos outros realizadores, ainda não tinha chegado lá. A Oliveira cheguei esta semana. Aos restantes chegarei lá um dia, que só tenho 30 anos e muita vida pela frente.

‘Vista ou Memórias e Confissões’ é uma espécie de auto-retrato semi-documental artístico de Manoel de Oliveira, praticamente todo filmado na casa onde viveu 40 anos. Inicia-se com um plano estático das árvores do seu jardim. O próprio Oliveira oferece-nos a narração inicial e, tal como Godard havia feito em ‘Le Mepris’ (1963) fala o genérico sem que uma única palavra apareça no ecrã, não estragando assim a paisagem. De repente, a câmara avança (Oliveira abdicaria do travelling nos anos 1990, mas aqui ainda o usa abundantemente) e lentamente (não tivesse Oliveira já 74 anos) vamos avançando pelo jardim e depois entramos em casa. A câmara mostra-nos os espaços, as divisões, os objectos, os bricabraques, as molduras sobre as cómodas, os quadros nas paredes. Fez-me lembrar aqueles filmes como ‘Dark Passage’ (1947) em que durante a primeira meia hora a câmara mostra apenas a perspectiva dos olhos de Humphrey Bogart, ou seja, é como se nós próprios, espectadores, incarnássemos a personagem. Aqui acontece o mesmo, nós somos Oliveira e percorremos a casa e o jardim pausadamente como ele terá percorrido vezes sem conta durante a sua vida.

E enquanto isso está a ocorrer, escutamos os diálogos, conversas desconexas de um casal (Teresa Madruga e Diogo Dória – não os melhores actores vocais do mundo…), sobre a vida, a existência, o amor, diálogos estes da autoria de Agustina Bessa Luís. Verdade que esta narração poderá funcionar como a memória de Manoel de Oliveira das vivências da sua casa, mas obviamente têm uma enorme liberdade poética e demasiada beleza intrínseca na composição frásica, no ritmo do verso, para serem credíveis nesta realidade fílmica. Muito frequentemente no cinema artístico português assistimos a diálogos como estes, mais literais do que fonéticos, que funcionam nas páginas do livro ou do argumento, mas que custam a sair quando verbalizados, particularmente se forem proferidos, como é o caso, por actores com pouca destreza. Não é que seja necessariamente mau ter diálogos eruditos num filme ‘artístico’, mas neste filme em particular, que acaba por ser um diálogo íntimo na primeira pessoa entre Oliveira e o espectador, soam um pouco descabidos (apesar de indiscutivelmente belos), implicariam um segundo escutar para serem inteiramente entendidos (num livro podemos sempre passar os olhos pela linha de cima outra vez) e, mais importante que tudo, contrastam bastante com o tom do reverso da medalha do filme.

Nos primeiros dez minutos cheguei a temer que o filme fosse todo assim, mas de repente finalmente ocorre uma quebra e o próprio Manoel de Oliveira aparece, no seu escritório, para se dirigir directamente à câmara e contar-nos a sua história. Com enorme familiaridade, Oliveira abre-se ao espectador e através da sua narração, velhas fotografias, retratos pousados nas mesas e nas cómodas, e home-movies feitos pelo próprio, conta-nos a sua história e a da sua família, desde as suas origens até à sua à sua (então recente) transição para realizador a tempo inteiro, passando por temas como a sua relação com o regime pré-1974 ou a sua incontida paixão pelo cinema. Assim sendo, com excelente ritmo para um filme que pouco se abre, Oliveira vai alterando entre estes dois estados, as viagens pelas divisões da sua casa narradas poeticamente, e os seus íntimos, sinceros e humildes diálogos directamente para a câmara (como contrastam, por exemplo, com o sarcasmo e superioridade de Orson Welles quando se dirigia para a câmara nos seus documentários!)

A maior falha deste filme contudo, lançado hoje em 2015, é que é inevitavelmente datado. Não digo datado em termos visuais. Aliás, a definição e a claridade das imagens e das composições (a fotografia é de Elso Roque) surpreendeu-me bastante pela sua perceptível qualidade, invulgar num filme que é praticamente ‘caseiro’, e filmado longe de um estúdio. Digo antes datado em termos pessoais. Lembremo-nos (e quem comentou o filme por estes dias parece esquecer-se disto) que por esta altura Manoel de Oliveira não era um cineasta mundialmente famoso, e apenas recentemente se tinha começado a dedicar ao cinema a tempo inteiro. Filmes como ‘Douro Faina Fluvial’ (1931) e ‘Aniki Bobo’ (1942) estavam a 40 anos de distância e no interregno Oliveira, que foi director de uma fábrica, havia feito apenas um filme (‘Acto da Primavera’, 1963), para além, isso sim, de várias curtas-metragens e documentários. Só após o 25 de Abril é que Oliveira, já quase com 70 anos, se dedicou inteiramente às longas-metragens. Mesmo assim, em 1982 apenas tinha feito mais três filmes desde a revolução, portanto não era o Manoel de Oliveira que hoje conhecemos, não tinha o seu espólio cinematográfico consolidado, as suas maiores obras ainda estavam para vir e o seu reconhecimento como grande cineasta também. Em suma, é justo dizer que por esta altura Manoel de Oliveira era um apaixonado pelo cinema, que o tinha feito tanto quanto pôde na altura do regime, mas apenas quase como um hobbie, e não era realmente, ainda, um ‘realizador’. E essa liberdade alegre, orgulhosa, na sua criação, essa paixão quase inocente (mas reveladora de uma grande mestria técnica) está patente neste filme e na forma como fala da sua vida e da sua obra.

Parece claro que Manoel de Oliveira não esperava viver por muito mais tempo, daí a decisão de deixar este legado e de permitir que apenas fosse mostrado após o seu falecimento. Estaria longe de imaginar que viveria mais 30 anos e que faria outros tantos filmes, que ganharia prémios em Cannes e em Veneza, que trabalharia com John Malkovich ou Catherine Deneuve ou Michel Piccoli. Portanto, o que ele nos mostra neste filme parece, hoje, demasiado desajustado e daí ter usado a palavra ‘datado’. Trinta anos é uma vida, as pessoas mudam, a família cresce, formam-se novas memórias e a visão de Oliveira sobre a vida e sobre o cinema terá inevitavelmente mudado, ou pelo menos amadurecido. Quando ele nos mostra retrato a retrato toda a sua descendência, os filhos e os netos, é um momento importante, mas 33 anos depois a família é muito maior e as histórias antigas já deram lugar às novas. Do mesmo modo, quando de repente começamos a sentir o verdadeiro objectivo do filme; uma enorme carta de amor à sua esposa que na altura (já) estava casada com ele há 42 anos, não podemos deixar de pensar que tiveram, depois disso, mais 30 anos de casamento, em que muita coisa terá certamente mudado. Mais uma vez, parece estranho visto hoje. O filme foi feito para ser visto talvez cinco ou dez anos após ter sido realizado. Nunca trinta. 

Houve mais coisas contudo que não apreciei. Não gostei da artificialidade de alguns planos num filme que é imensamente natural e familiar em quase toda a sua duração. Quando se decidem a entrevistar a esposa de Manoel de Oliveira enquanto cuida das flores do seu jardim, gera-se um momento absolutamente patético que não cai nada bem. Fazem-lhe perguntas como “como é ser mulher de um realizador?” e ela responde, com enorme rigidez e artificialidade, umas frases-feitas claramente escritas de antemão, que não abonam muito (se pensarmos bem) a favor da sua suposta devoção incondicional ao trabalho do marido. Parecem quase uma expurgação, totalmente desnecessária. Do mesmo modo, alguns home-movies (como os miúdos a andar de bicicleta) são claramente ensaiados. Mesmo assim cada vez que Oliveira introduz um home-movie, vira o projector para a câmara, ou seja, para nós, puxando-nos ainda mais para dentro do seu filme – um truque muito bem conseguido.

Por fim, também não gostei de, na parte final, Oliveira quebrar com todo o tom do filme até então para fazer uma re-encenação da altura em que foi preso pela PIDE e passou uns dias na prisão. Não só saímos do ambiente da casa (o que não devia ter acontecido), como Oliveira aproveita para protestar sobre alguns assuntos pessoais e políticos, que na altura certamente estariam quentes mas que pela altura da sua morte já estariam provavelmente esquecidos. 'Visto que vou morrer', deve ter pensado, 'ao menos aproveito e digo de minha justiça'. Mas ao fazer isso quebra completamente a aura do filme, para além de o datar ainda mais. A única vantagem desta ‘saída’ é acabar nos estúdios da Tobis Portuguesa, onde vemos um homem no seu meio, no local da ilusão e das sombras onde se adorava mover.

No final, o meu pai, que conheceu pessoalmente Manoel de Oliveira, achou o filme um enorme retrato comovente, e via-se a emoção de mais pessoas na sala. Sinceramente, não conhecendo Manoel de Oliveira nem a sua obra não fiquei tão comovido, mas confesso que fiquei cativado pela qualidade técnica do filme, o seu ritmo e a sua mestria visual envoltos numa enorme simplicidade, e pela enorme simpatia e familiaridade do homem, que aqui se abre para o seu público, criando uma gigantesca empatia. Portanto acredito que esta é uma obra imensamente comovente para a família e amigos, principalmente para aqueles que o conheceram nessa época e assistiram ao risonho despoletar, pouco depois, da sua carreira, algo a que Oliveira estava completamente alheio por esta altura.

Mas é precisamente por esta razão que creio que para o leigo o filme possa saber a pouco. Acaba por não ser o auto-retrato de Manoel de Oliveira, pois é incompleto ao desconsiderar o grosso da sua verdadeira carreira e os seus melhores e mais famosos filmes (termina o filme sentado à mesa a escrever o argumento de ‘Non ou a Vã Glória de Mandar’), e é muito mais pessoal do que profissional. Como peça artística também é desequilibrado (principalmente no final) e as partes poéticas perdem sabor ao serem mal interpretadas, ou pelo menos, interpretadas com a excessiva rigidez que Oliveira ficaria famoso por incutir nos seus filmes mais tardios. Mesmo assim, confesso que é uma obra que me cativou completamente para o cineasta e isso é crucial para eu ganhar predisposição para descobrir mais a sua filmografia. Esse é talvez o maior legado para o ‘leigo’ que ‘Vista ou Memórias e Confissões’ pode oferecer; a empatia que se cria entre Oliveira, homem primeiro, realizador depois, e o espectador. E daí a minha ideia inicial de dar uma distribuição alargada a este filme ser mais do que adequada.

Em ‘Vista ou Memórias e Confissões’ Manoel de Oliveira faz uma carta de amor às suas origens e à sua família, e abre os braços para receber o espectador no seu lar e no seu legado. É ao mesmo tempo uma enorme pena e imensamente interessante ter sido feito imediatamente antes da sua carreira despoletar (quem iria adivinhar que iria viver tanto e fazer tantos filmes?!), porque nos dá as razões e as paixões que poderão explicar a sua longevidade, mas nega-nos a visão do cineasta. Em vez disso dá-nos a visão do apaixonado, o que poderá não ser mau de todo, pois é uma paixão que se partilha e que se propaga.

Gostei mais do que esperei gostar e fiquei com vontade de ver uns filmes de Manoel de Oliveira, uma vontade que como disse nunca antes tinha tido. Mas admitamos que este filme não é a obra-prima que está a ser anunciada, porque também não foi feito para o ser. Foi feito para ser uma mensagem ‘do além’ de Oliveira à sua mulher, à sua família e ao seu público, uma carta de amor ao seu lar de 40 anos e um auto-retrato humilde de um homem sincero e apaixonado. Por isso mesmo é imperdível para qualquer fã do realizador ou para qualquer pessoa que queira descobrir a sua história, as suas motivações e as suas paixões. E se por mais nada, pode ser um produto fundamental para perceber o segredo da sua longevidade, já que viver até aos 106 anos como Manoel de Oliveira todos queremos!

Por fim quero apenas perguntar, qual era a tara de Manoel de Oliveira pela ‘Mona Lisa’?! Alguém mais reparou que uma moldura com uma réplica em miniatura do quadro de DaVinci estava sempre voltada para a câmara, pousada numa cómoda ou numa mesa, em todo e qualquer plano dentro da casa?! Poderá ter algum significado, mas pessoalmente desconheço qual…

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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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