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The Hateful Eight

Ano: 2015

Realizador: Quentin Tarantino

Actores principais:  Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh

Duração: 187 min

Crítica: ‘Os Oito Odiados’, o oitavo filme de Quentin Tarantino. Soa bem. Soa muito bem desde que há um par de anos foi anunciado. Claro que nem tudo o que soa bem é necessariamente bom. Ou melhor, pode não ser tão bom quanto soa. Por vezes, a verdade é ligeiramente alterada para promover melhor um filme. Senão vejamos. Em inglês o título do filme é ‘The Hateful Eight’, cuja tradução correcta para português seria algo como ‘Os Oito Odiosos’ que, infelizmente, já não rola tão bem na língua. Do mesmo modo, este é o nono filme de Tarantino, não o oitavo, mas para que o trocadilho possa passar incólume, as duas partes de ‘Kill Bill’ são consideradas como uma única obra, embora cada uma tenha sido promovida com o epíteto de, respectivamente, (é só ver os pósteres) “o quarto” e o “quinto filme de Tarantino”. Aliás, até pode ser o 10°, se considerarmos a obra ‘My Best Friend’s Brithday’ de 1987 (o seu primeiro projecto cinematográfico), ou o 11°, pois Tarantino é um dos quatro realizadores do filme em mosaico ‘Four Rooms’ (1995), ou até o 12°, pois é igualmente o realizador convidado de cenas especiais em ‘Sin City’ (2005).

"Melhor que ninguém, Tarantino consegue transformar o kitsch da história do cinema em cool. E os seus filmes apresentam-se como épicos cools. A alma é pouca (embora tenha, sem dúvida alguma) e a fachada é tudo. Esta é a lei do cinema, segundo Tarantino (...) e é o que torna as suas obras de muito especiais – e ‘The Hateful Eight’ não é excepção – embora seja de lamentar que, mais uma vez, a substância não consiga estar a par dessa sublime estética formal."

Estas constatações constituem, de uma forma mais abrangente, uma enorme metáfora para aquilo que ‘The Hateful Eight’ acaba por ser; um filme que soa muito bem, um filme que, como tantos outros anteriores de Tarantino (e talvez mais), prova ser um triunfo da forma sobre a substância. Mas que forma! Escrevi na minha crítica a ‘Django Unchained’: “melhor que ninguém, Tarantino consegue transformar o kitsch da história do cinema em cool. E os seus filmes apresentam-se como épicos cools (…) A alma é pouca (embora tenha, sem dúvida alguma) e a fachada é tudo. Este é a lei do cinema, segundo Tarantino”. Isso, claro, é o que torna as obras de Tarantino especiais (muito especiais) – e ‘The Hateful Eight’ não é excepção – embora seja de lamentar que, mais uma vez, a substância não consiga estar a par dessa sublime estética formal.

Na última década vim a alterar a minha opinião sobre os filmes de Tarantino. Quando era adolescente e estudante universitário era normal discutir cinema em longas e acesas conversas, e nelas eu era sempre considerado um inculto porque não seguia a tradição jovem de considerar Tarantino, que até então só tinha feito três filmes, um deus da nossa cultura. Até há bem pouco tempo, para mim o seu primeiro filme; ‘Reservoir Dogs’ (1992) era o seu melhor, pois nunca me senti seduzido nem por ‘Pulp Fiction’ (1994) – sacrilégio, devia ser trespassado por uma serra eléctrica! – nem por ’Jackie Brown’ (1997, a sua pior obra?!). Talvez seja por a minha cultura cinematográfica ser vasta e conseguir reconhecer quase plano a plano onde Tarantino vai buscar a sua inspiração, e portanto estar sempre hesitante, cena a cena, entre considerar o seu cinema uma cópia ou uma homenagem com vida própria. Talvez porque Tarantino se perde demasiado na euforia da sua própria linguagem (embora seja inegável que escreva como ninguém), quando por vezes o filme precisava era de mais enfoque visual (afinal o cinema é um meio visual, não?). Ou talvez porque, embrenhado no seu próprio estilo, na sua própria lenda, Tarantino já mais que uma vez perdeu o fio à meada das suas histórias (é o que acontece em ‘Kill Bill vol. 2’, por exemplo). O pior de ‘The Hateful Eight’, tal como o pior de muitas dos seus filmes, está precisamente nestes motivos. 

Mas depois há o reverso da medalha, aquilo que nos puxa para o seu universo, a estrutura fascinante das suas narrativas, a profundidade incrível das suas personagens, a melodia dos seus diálogos e a forma como Tarantino consegue transformar cinquenta filmes clássicos numa espectacular obra moderna. Se antes era algo espalhafatoso, e talvez um pouco egocêntrico, nesta transição, como um bom vinho Tarantino ganhou maturidade com o passar dos anos. De 'Death Proof’ (2007) para a frente (‘Inglorious Bastards’, 2009; ‘Django Unchained’, 2012) Tarantino afinou o seu estilo e tornou-se muito mais focado nos seus estudos cinematográficos (pois é precisamente isso o que os seus filmes são). Se por um lado, do meu ponto de vista, isso só tornou os seus filmes melhores, com uma energia intrínseca que, apesar de tudo, não antes havia demonstrado, tenho que reconhecer que as suas obras deixaram de ser tão artisticamente populares. Tarantino lentamente deixou o nicho de autor pulp endeusado pelo selecto intelectual cool, para atingir o maná do verdadeiro Cinema, sem contudo, é engraçado notar, abdicar dos valores que caracterizam o seu estilo. Foi tudo uma questão de refinamento, e aí reside a subtil diferença nesta nova fase da sua carreira. Mesmo assim, tal como ‘Django Unchained’, ‘The Hateful Eight’ ainda cambia de uma forma indecisa entre estes dois estados do passado e do presente do cinema de Tarantino. Há coisas que nunca mudam.

"O filme inicia-se de uma forma espectacular. De repente, não estamos apenas embrenhados num grande filme. Estamos embrulhados em Cinema. O genérico inicial (...) apresenta-nos as gélidas paisagens da fronteira americana ao sabor não só de uma fabulosa banda sonora óscarizada (já não era sem tempo!) de Ennio Morricone (...), como de uma fotografia intensa em 70 mm"

Depois de um vai-não-vai de dois anos, após uma cópia do argumento ter ido parar a algumas agências de casting de Hollywood e Tarantino, furiosamente, ter anunciado que o projecto seria cancelado, ‘The Hateful Eight’ acabou por ser produzido e lançado nas salas mundiais entre o final de 2015 e o início de 2016. E, muito honestamente, inicia-se de uma forma espectacular. De repente, não estamos apenas embrenhados num grande filme. Estamos embrulhados em Cinema. O genérico inicial (uma arte em decadência mas que Tarantino rejuvenesce de filme para filme) apresenta-nos as gélidas paisagens da fronteira americana ao sabor não só de uma fabulosa banda sonora óscarizada (já não era sem tempo!) de Ennio Morricone (após décadas a “roubar” as suas antigas músicas, Tarantino finalmente contratou o grande mestre para escrever uma composição original), como ao sabor de uma fotografia intensa em 70 mm (um formato que alguns já procuraram reproduzir – Ron Howard em ‘Far and Away’, 1992; Kenneth Branagh em ‘Hamlet’, 1995 –  mas não da forma fidedigna, e espectacular, com que Tarantino o faz aqui).

Após um magnífico plano que começa no rosto de Cristo coberto de gelo, que lentamente se abre para nos mostrar uma estátua perdida numa gélida paisagem no meio de nenhures, e uma diligência ao longe que lentamente se aproxima, Tarantino passará a próxima meia hora com esta diligência, a introduzir quem nela viaja. John Ruth (um grizzly Kurt Russell), um caçador de prémios, pretende levar uma famosa criminosa, Daisy Domergue (extraordinária Jennifer Jason Leigh, injusta perdedora do Óscar), que capturou e à qual está algemado, à remota cidade de Red Rock no Wyoming, para receber a recompensa e vê-la enforcar. Imediatamente no final do genérico a diligência, conduzida por O.B. (James Parks), apanha mais um passageiro inesperado, o Major Marquis Warren (Samuel L. Jackson), um bem-falante ex-soldado, também caçador de prémios que tem ele próprio, supostamente, três cadáveres para levar a Red Rock. E pouco depois ainda apanham mais um passageiro, Chriss Mannix, que se anuncia como o novo Sheriff de Red Rock (Walton Goggins, o ilustre desconhecido deste casting mas que prova ser multifacetado).

As desconfianças de John Ruth em relação aos novos dois passageiros cedo começam e depois pioram quando, por causa da tempestade, a diligência é obrigada a parar numa remota estalagem no topo da montanha, a hilariantemente intitulada Minnie’s Haberdashery (só Tarantino...), onde o filme passará as suas restantes duas horas, e onde já estão instalados mais quatro viajantes (completando os oito do título). Estes são Bob (Demián Bichir), o mexicano que afirma estar a tomar conta do local na ausência de Minnie; o inglês Oswaldo Mobray (um hilariante Tim Roth que parece estar a replicar os trejeitos de Christoph Waltz), que afirma ser o carrasco de Red Rock; Joe Gage (Michael Madsen) um cowboy; e por fim o velho General Sandy Smithers (o veterano Bruce Dern), um homem amargurado à procura do seu filho. Para Ruth, qualquer um, ou mais, ou todos, dos restantes seis pode estar em conluio com Daisy, à espera de uma oportunidade para a libertar. Portanto, presos na estalagem, um espaço confinado, por um período indeterminado, o que se segue é um longo (longuíssimo) estudo psicológico (maioritariamente assente em diálogos, claro está), entre todas as personagens, em que cada uma vai testar os limites das restantes, a tensão vai aumentando lentamente e os segredos vão sendo revelados, até que se dá, finalmente, a explosão e os twists, ao bom estilo de Tarantino. E depois, claro, ainda há a personagem mistério de Channing Tatum, ostensivamente revelada no genérico inicial mas que, duas horas de filme volvidas, ainda não se viu…

"Tarantino realiza como uma forma de expressão artística, e usa a câmara como mais um elemento da trama, para constantemente obrigar o espectador a recordar-se que está a ver um filme, que faz parte do filme. (...) A realização, a fabulosa banda sonora (...), as incríveis e guturais (e por vezes exageradamente auto-conscientes) interpretações e claro, os diálogos, tornam os espectadores (...) meros peões do universo Tarantino "

A primeira coisa que ‘The Hateful Eight’ imediatamente prova é que Tarantino é um grande realizador. Isto pode parecer uma constatação óbvia, mas numa era em que o Óscar de Melhor Realizador é ganho pela popularidade do filme (por amor de Deus, Tom Hooper tem um), a mestria com que Tarantino gere os seus filmes, em termos de ambientes, personagens, interpretações e planos de câmara tem que ser destacada, uma e outra vez, porque há muito poucos que lhe chegam aos calcanhares na América. Tarantino não se limita a filmar o argumento (mesmo que seja o seu próprio argumento), não se limita a seguir fórmulas rotineiras de composição cénica, como a maior parte dos realizadores faz, nem, é óptimo notar, se limita a satisfazer o seu ego ou a sua paixão de cinéfilo (como talvez faria anteriormente). Tarantino realiza como uma forma de expressão artística, e usa a câmara como mais um elemento da trama, para constantemente obrigar o espectador a recordar-se que está a ver um filme, que faz parte do filme. Com planos de câmara propositadamente demorados e ricos em pormenor, e movimentos ponderados para que o espectador sinta a expectativa a cada segundo, fique viciado na imagem e não consiga desviar o olhar, Tarantino conta esta lenda de raízes na longa história do western (que só talvez Clint Eastwood domine melhor, mas esse já não faz um western há vinte anos) com a mesma mestria da gestão do espaço confinado e da tensão intrínseca que, por exemplo, Hitchcock, em filmes como ‘Dial M for Murder’ (1954) ou ‘Rope’ (1948)

A realização, a fabulosa banda sonora (que resulta muito melhor em filme que num CD, onde se torna algo repetitiva), as incríveis e guturais (e por vezes exageradamente auto-conscientes) interpretações e claro, o ex-libris do cânone de Tarantino: os diálogos, tornam os espectadores, do primeiro ao último segundo, meros peões do universo Tarantino. Mas isto é, de certo modo, “apenas” forma, e desta estética resultam os já citados senãos, aos quais ‘The Hateful Eight’ não escapa, nem parece querer. Somos recordados, inevitavelmente, das pausadas construções do cinema de Sergio Leone. Em ‘Once Upon a Time in the West’ (1968), por exemplo, Leone demora uma hora inteira a introduzir as quatro personagens principais, praticamente antes da história propriamente dita arrancar. Mas a diferença é que o faz visualmente, numa espécie de ária poética cinematográfica. Já Tarantino pode criar grandes planos, mas o visual existe neste filme apenas por dois motivos: emular o espírito do cinema western clássico (e fá-lo na perfeição), e ser o pano de fundo, o ambiente, não para a história, mas para os diálogos. Portanto, por mais hipnotizantes que estes diálogos sejam (e após ‘Django Unchained’, é curioso notar, de novo incisivos sobre a dicotomia branco/afro-americano), demorar quase 90 minutos e mais de uma centena de páginas de argumento para estabelecer as personagens e enquadrar a história é testar a paciência do espectador numa tentativa forçada de gerar mais tensão, já que o enquadramento se esgota relativamente depressa e o filme anda em círculos, como se estivesse a ganhar tempo. Escrevi na minha crítica a ‘Django Unchained’ que o limite da “exagerada conversa, mais do que aquela que devia suster o ritmo do filme, é ultrapassado”. Aqui acontece precisamente a mesma coisa. E na minha perspectiva, o espectador só o aguentará, não pelo fascínio intrínseco da construção em si (é boa, mas não assim tão boa), mas porque sabe, precisamente, que este é um filme de Tarantino, e portanto que a situação vai explodir mais cedo ou mais tarde. Se o realizador fosse outro, aguentaríamos assim tão bem, acharíamos a construção assim tão espectacular? Não creio.

Em ‘The Hateful Eight’, Tarantino prova ser um mestre perfeitamente ciente da sua lenda e do seu estilo. Aliás, parece reforçá-la artificialmente, levando-a ao extremo numa forma análoga à de Malick quando filmou ‘The Tree of Life’ (2011). Ambos os filmes são soberbas obras cinematográficas que constituem bíblias definitivas do estilo dos seus realizadores. Mas ambos os filmes esticam demasiado a corda e vão demasiado longe, como se sentissem obrigados a fazê-lo porque vêm de quem vêm. Portanto, embora ‘The Hateful Eight’ inevitavelmente expluda numa ode de gore estilizado que deliciará todos os fãs de Tarantino, podemos chegar à conclusão que o filme não excede as nossas expectativas porque realmente nunca se concretiza – tamanha construção (a literal montanha), pare um rato.

"Tarantino prova ser um mestre perfeitamente ciente da sua lenda e do seu estilo. Aliás, parece reforçá-la artificialmente, levando-a ao extremo (...) Ao procurar conceber a sua obra definitiva, primeiro esquece-se do tom mais jocoso que caracteriza a sub-corrente dos seus trabalhos (...) e segundo, após construir, construir, construir, o twist do filme é, admitamos, fraco (...) O filme nunca sacode o ritmo da sua construção morosa, e mantém-no monocordicamente até ao final."

Se ‘Django Unchained’ era “o kitsch transformado em cool”, com uma enorme alegria estilizada, e uma perfeita autoconsciência (o que o tornava um filme imensamente desfrutável), em ‘The Hateful Eight’ Tarantino procura ser mais sério e mais épico. Mas ao procurar conceber a sua obra definitiva (pelo menos até à próxima!) primeiro esquece-se do tom mais jocoso que caracteriza a sub-corrente dos seus trabalhos – um claro turn off - embora ainda haja alguma ironia inerente e momentos de clássico humor negro na definição das personagens; e segundo, após construir, construir, construir, o twist do filme é, admitamos, fraco. Se pensarmos bem, o twist, que inclui um longo flashback, poderia nem existir para aquilo que acaba por influenciar a história, o que é extremamente paradoxal. Basicamente, é um recurso a que Tarantino recorre para apimentar uma trama que precisava de ser apimentada, mas sem grande sucesso ou ramificações. Mais paradoxal ainda é o rumo, o tom e moral dos eventos finais. Realmente, o filme nunca sacode o ritmo da sua construção morosa, e mantém-no monocordicamente até ao final. Realmente, há um vazio no conteúdo da moral final, como se Tarantino estivesse a reproduzir o vazio existencial e da acção sem razão da sua época cinematográfica preferida: os anos 1970. Cabe ao espectador sentir se isto o satisfaz ou não.

Tudo somado, ‘The Hateful Eight’ é um grande filme? Indubitavelmente. Ver um filme realizado com tanta qualidade é raríssimo nos dias de hoje, recordando os velhos mestres. Mas acima de tudo, recorda o próprio Tarantino, porque é ele próprio um velho mestre, porque este filme é um reflexo do seu género inimitável. Este filme é um mundo, um mundo de ambientes, de virtuosidade cinematográfica e de verdadeiras personagens, que não são só personagens; têm vida. Mas ao mesmo tempo este não é o seu melhor filme, porque se perde na sua própria estética e se diverte demasiado, não tanto com as situações, mas com a linguística (como as personagens de Waltz em filmes anteriores, estas personagens têm prazer nela). Propositadamente, este filme é uma bíblia cliché de uma era perdida do cinema, que Tarantino constrói com gosto, com energia, com dedicação, mas nunca com total seriedade, apesar do tom pesado da película, e toda as personagens, apesar do seu final trágico, sabem disso.

"‘The Hateful Eight’ é um grande filme? Indubitavelmente. (...) Um triunfo de ambientes e uma viagem ao verdadeiro cinema do passado, que Tarantino trás, com enorme dinamismo, para o futuro (...) Mas ao mesmo tempo este não é o seu melhor filme, porque se perde na sua própria estética e se diverte demasiado, não tanto com as situações, mas com a linguística (...) Propositadamente, este filme é uma bíblia cliché de uma era perdida do cinema, que Tarantino constrói com gosto (...) mas nunca com total seriedade,  e toda as personagens, apesar do seu final trágico, sabem disso."

Um grande filme em forma, não tanto em essência, porque a história, por si, nunca satisfaz completamente. Um filme não pode ser só estética, mesmo um de Tarantino, e essa é a sua maior desvantagem. Mas o resto é só vantagens. Um triunfo de ambientes e uma viagem ao verdadeiro cinema do passado, que Tarantino trás, com enorme dinamismo, para o futuro. Numa era em que ser épico é fazer filmes de super-heróis de 200 milhões de dólares carregados de efeitos especiais, Tarantino, em 70 mm e num estilo clássico, mostra a Hollywood e ao mundo realmente o que é ser aquilo que ele sempre foi: épico a fazer cinema. ‘Iron Man’, ‘Captain America’ e tantos outros são cinema descartável porque cada sequela é feita para ofuscar as anteriores. Pelo contrário, ‘The Hateful Eight’ é um daqueles épicos que se tornarão clássicos (e não serão precisos muitos anos para atingir esse estatuto), e viverão para sempre na esfera do grande cinema. Não ter sido nomeado para os grandes prémios, nem Tarantino para melhor realizador, é mais uma prova disso. Os grandes filmes nunca o são.

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Quem escreve

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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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