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Dobrar ou não dobrar, eis a questão (ou não!) – Contra a ausência de sessões em língua original de filmes de animação em Portugal

Em Portugal temos sorte. Temos muita sorte. Por alguma intervenção divina ficamos à margem das dobragens de filmes. Em Espanha dobram. Em França dobram. Na Alemanha dobram. Em Itália dobram. Então porque é que em Portugal não dobram?! Não faço ideia, mas faço vénias a esse génio anónimo, agradeço eternamente a esse herói desconhecido, que teve a clarividência de dizer NÃO. Em Portugal não entram cá dobragens. Em Portugal, vamos mas é inserir uma legendinha no fundo da imagem, como mandam as regras. Para compensar, vamos ser excessivamente criativos na tradução dos títulos dos filmes, mas dobrar nem pensar.

Uma das coisas que constantemente pergunto a vários amigos estrangeiros é como é que conseguem gostar de um determinado actor se nunca ouviram a verdadeira voz dele. A forma como uma pessoa fala, como pronuncia as palavras, como entoa as frases, é uma parte de si. Num actor, é uma peça fundamental da sua actuação, é o instrumento que mais rapidamente nos toca como espectadores. Caramba, como conceber a dobragem de um declamar Shakespeariano de Orson Wells ou Laurence Olivier, por mais talentoso que seja o artista de voz? E não preciso de ser tão erudito nos meus exemplos. Tom Cruise entoa as frases do modo peculiar que tão bem conhecemos. E que dizer do infinito leque de sotaques de Meryl Streep? E o poder das vozes de Cary Grant, Katherine Hepburn, James Stewart, Jeremy Irons, Jack Nicholson, James Coburn? Em Portugal, temos o privilégio de assistir às actuações por inteiro, voz incluída. Em Espanha, em França, na Alemanha, e mais longe, no Brasil por exemplo, o espectador só tem direito à metade, ao visual. Quando o actor abre a boca, não é a sua voz que brota, mas a de um outro alguém, que não é o actor que estamos a ver, que não esteve no plateau, que não filmou a cena, que não ouviu as indicações do realizador, que, que, que… Quando os alemães vêm Tom Cruise num filme com uma voz de um alemão por cima, não estão a assistir à actuação de Tom Cruise. Estão a ver um fantoche de Tom Cruise que anda de um lado para o outro e apenas mexe os lábios, ainda por cima de forma dessincronizada. A chama perde-se. O objectivo da performance também. O cinema deixa de ser arte. A interpretação deixa de ser arte. Passa a ser apenas um surreal espectáculo visual desprovido, na minha perspectiva, de sentido.

Duas coisas se passam nestes países. Primeiro a cultura de dobragem está tão enraizada que parece difícil que desapareça. Por um lado há toda uma indústria por detrás da dobragem, e terminá-la seria lançar para o desemprego um sem número de actores de voz, técnicos de som e afins. Somos uns para os outros e, numa Europa em crise, ninguém quer isso. E, por outro lado, a verdade é que os espectadores estão tão habituados que já nem notam a diferença. As séries e os filmes são dobrados desde a sua infância, e como a maior parte das vezes é o mesmo actor de voz que dobra sempre o actor verdadeiro, ocorre uma substituição no subconsciente do espectador. Voltando ao exemplo de Tom Cruise, em Espanha, por exemplo, é sempre a mesma pessoa que o dobra. Para os espanhóis, a voz dessa pessoa é a voz de Tom Cruise, o sotaque dessa pessoa é o sotaque de Tom Cruise, e é por isso que muitas pessoas a quem faço a tal pergunta não a entendem realmente. A segunda coisa que ocorreu foi uma enorme explosão, pelo menos no início, das vendas de DVDs nestes países. Finalmente havia um meio em que os espectadores tinham a liberdade de seleccionar a língua em que queriam ver o filme e muitos cinéfilos destas nacionalidades (numa altura pré-internet, recorde-se) tiveram finalmente a oportunidade de ver pela primeira vez os filmes como sempre sonharam ver.


Por um lado e pelo outro a indústria fica a ganhar, financeiramente falando. Ainda por cima, há a noção pré-concebida de que ser irá vender mais bilhetes se se dobrar os filmes. Mas lá por os americanos terem enorme dificuldade a assistir a uma coisa numa qualquer outra língua, e olharem para as legendas como um boi para um palácio (‘A Vida é Bela’ de Benigni, por exemplo, teve uma notória versão dobrada em inglês em exibição na América), não significa que os outros povos sintam, ou queiram o mesmo. Portanto a mim ninguém me convence que o espectador fica a ganhar com a dobragem. A maior parte dos espectadores já são bem crescidinhos. Não vão deixar de ver um filme só porque têm que ler umas letrinhas no fundo da imagem. Ou vão? E as vantagens vão muito para além do desfruto da arte cinematográfica e do actor. Eu aprendi a falar inglês como um nativo, por exemplo, só de ver filmes. Nunca andei num instituto. Nunca tive explicações. O cinema foi a minha escola. Quando ouvimos em inglês e lemos em português, o subconsciente faz a ponte, e aprende.

Mas isto são apartes. Voltemos a Portugal para chegar ao objectivo deste devaneio. Portugal, honrada terra de legendagem, não de dobragens. Mas com um enorme senão: o cinema de animação. Sim, o cinema de animação. Uma preconcepção quase tão grave quanto assumir que o espectador quer ver um filme dobrado é assumir que um filme de animação é para crianças. Será para crianças se estivermos a falar do ‘Nody, o Filme’. Não será tanto se tivermos a falar de ‘Akira’. Um filme de animação não é um desenho animado.

Quando eu era pequeno, nos anos 1980, os filmes de animação que via, os de Don Bluth ou os da Disney, via-os ou em inglês sem legendas (percebendo pouco ou nada), através dos VHS que os meus avós me traziam de Inglaterra (mas admito que nesse sentido fui um privilegiado), ou então em brasileiro. Qualquer pessoa que viveu em Portugal nestes anos se lembra de frases icónicas de dobragem como ‘versão brasileira Herbert Richers’. Os meus primeiros Disney, ‘Basil, o Grande Mestre dos Detectives’ (1986), ‘A Pequena Sereia’ (1989) ou ‘Bela e o Monstro’ (1991) foram vistos em brasileiro. Tinha 9 anos de idade e recordo-me perfeitamente da enorme festa que se fez em Portugal quando em 1994 se anunciou com pompa e circunstância que ‘O Rei Leão’ iria ser exibido, pela primeira vez, numa versão em, chamavam-lhe eles, ‘Português de Portugal’! No ano seguinte, ‘Toy Story’ seguiu o mesmo caminho e nomes icónicos da dobragem como Paulo B começaram a repetir-se nos créditos finais destes filmes e dos VHS dobrados que fui acumulando em casa.

Mas claro, era miúdo, e não há nada de errado em um miúdo ver um filme de animação dobrado em português. Uma criança de 5 anos não vai estar a ler legendas e nos filmes de animação a dobragem tem clara vantagem em relação ao filme de imagem real. Já não há o desequilíbrio visual entre os lábios e o som, e como os diálogos não são captados no plateau, a dobragem também consegue entrar muito mais limpinha no universo sonoro do filme, sem denegrir o ‘ruído ambiente’ e a banda sonora. As estrelas são substituídas por ilustres desconhecidos, mas pelo menos falam a nossa língua e o filme consegue chegar assim, mesmo que coxo, à maior parte do seu público-alvo. Coxo porque se perde a qualidade das vozes originais. Por mais talentosas que sejam as vozes portuguesas (e algumas bem o são), os produtores contrataram António Banderas para fazer de Puss in Boots, não Paulo Oom. Coxo porque se perde os duplos significados e os trocadilhos. Coxo porque se perde o equilíbrio entre a letra e a melodia das músicas. Coxo porque, admitamos, às vezes as dobragens são mal feitas em termos textuais (a mais recente curta da Pixar, ‘Lava’, é disso exemplo). Coxo porque muitas vezes o visual é moldado à imagem do actor original, da sua plasticidade facial, dos seus tiques, do seu estilo, e portanto essa ligação perde-se. Recordemos o génio de ‘Aladino’ (1993) por Robin Williams, as personagens de ‘Bewoulf’ (2007) ou de ‘Shark Tale’ (2004). Em ’Shark Tale’, versão portuguesa, estamos a ver um peixe com a cara de Will Smith, mas a voz não é dele, é de Rui Unas! Se isto serão males menores para as crianças, para quem o visual é mais importante e para quem os trocadilhos mais maduros passariam provavelmente ao lado, já não serão para os adultos. E o adulto também tem direito a ver o filme de animação, o filme de animação como ele foi feito, o original. Repito: o adulto também tem direito de ver o filme de animação.


Quando cheguei à adolescência, e depois a ultrapassei, comecei a aperceber-me que as versões portuguesas já não me satisfaziam. A internet (youtubes e afins) e os DVDs (que fui substituindo lentamente pelos VHS) deram-me a oportunidade de redescobrir todos os filmes de animação da minha infância. Descobri piadas e trocadilhos que não sabia que existiam. Exemplo: a frase que conhecia como “Chamem-me senhor porco!” de ‘Rei Leão’, no original é “Call me Mr. Piggs!”, uma clara referência a ‘Heat of the Night’ (1968) e portanto tem muito mais piada e muita mais dimensão do que aquela que se vislumbra em português. Descobri interpretações vocais extraordinárias. Exemplo: Tom Hanks em ‘Toy Story’. Enfim, foi quase como se estivesse a ver estes filmes pela primeira vez (vá, nem tanto mas tenho que exagerar um bocadinho…)

E, por outro lado, com alegria apercebi-me que os cinemas portugueses davam a escolha aos espectadores. Durante todos os anos 2000, entre os meus 15 e os meus 25 anos, vi uma carrada de filmes de animação no cinema, sempre, claro está, em inglês. Como o leitor bem se recorda, as sessões diurnas eram dobradas, e as nocturnas eram em inglês com legendas. Ganhei o hábito de ir muitas vezes à noite ao cinema, durante a semana, ver versões originais de filmes da Disney e de todos os outros estúdios que inundaram esta década: a Pixar, a Dreamworks, o Blu-Sky Studios, a Sony Animation. Vi ‘Shrek’ (2001) em inglês (não concebo outro Donkey senão Eddie Murphy). Vi ‘Home on the Range’ (2004) em inglês. Vi ‘Ratatouille’ (2007), ‘Up’ (2009), ‘Princess and the Frog’ (2009), ‘Tangled’ (2010), a lista é infindável, todos, nas suas versões originais. Que as crianças vissem as sessões da tarde. Eu ia às sessões da noite, e todos ficávamos contentes.

Mas, de repente, algo ficou podre no reino de Portugal. Eu não sei de quem foi a ideia. Se foi da Lusomundo, se da UCI, se da Castelo Lopes. Não sei e não me interessa. Provavelmente um experimentou, e os outros foram atrás, todos contentinhos. Só sei que há uns três ou quatro anos, de repente, as versões originais sumiram-se das salas de cinema portuguesas, como se tivessem sido raptadas por extraterrestres. Desapareceram, para nunca mais voltar. Eu sei que ainda vi ‘Kung Fu Panda 2’, ‘Rio’, ‘Rango’, ‘Puss in Boots’ e ‘Cars 2’, todos de 2011, em inglês com legendas no cinema. Portanto terá sido algures em 2012. Não sei precisar exactamente a altura, porque inicialmente pensei que era um fenómeno pontual, relacionado com determinado filme. Tal já tinha acontecido anteriormente. Por exemplo, em 2009, quando tentei ver ‘Ponyo à Beira-mar’ de Miyazaki, tive o enorme choque de descobrir que a versão original com legendas apenas estava a ser exibida na área metropolitana de Lisboa. O resto do país só teve direito à versão dobrada com Patrícia Bull. Portanto, creio que foi só quando tentei ver ‘The Lorax’ no cinema em Março de 2012 que me apercebi que esta história das sessões exclusivamente dobradas tinha vindo para ficar. E fiquei horrorizado.


Como um bom cidadão escrevi um email à Lusomundo a queixar-me da situação e a pedir explicações. Obviamente, nunca obtive resposta. Terminei o meu email a dizer que iam perder pelo menos dois espectadores (eu e a minha namorada), e mantive-me fiel à minha palavra. Não fui ver ‘The Lorax’ ao cinema. Anos depois, quando o vi em casa (na versão original) descobri que era uma obra-prima, portanto é uma enorme pena que as distribuidoras portuguesas estejam a negar aos puristas como eu as oportunidades de ver e descobrir bom cinema nas salas de cinema. Três anos volvidos, nunca mais se viu um filme de animação exibido na versão original com legendas em Portugal. A consequência é que agora penso sempre duas vezes antes de ir ver um filme de animação ao cinema. Pergunto-me se valerá mesmo a pena, já que vou ter que ver o filme outra vez em casa na língua original alguns meses mais tarde. Veja-se no parágrafo anterior a quantidade de filmes de animação que vi em 2011 no cinema. Agora vejo um ou dois por ano, se tanto. Serei caso único? Não estarão as distribuidoras e os estúdios a perder dinheiro por causa desta sua escolha? Seria um paradoxo e portanto não creio que isso seja verdade. Certamente, se tivessem a perder espectadores, já alguém teria percebido porquê. Mas eu suspiro, porque os adultos também são gente. E mais, de que é que serve, por exemplo, a Dreamworks contratar para ‘Home’ (2015) Jim Parsons e Rihanna, e promover essa contratação pelo Mundo inteiro, se nenhum português, mesmo fã de Rihanna, mesmo fã de ‘The Big Bang Theory’, depois não irá poder desfrutar dessas vozes, levando em vez disso com Marco Horácio e Filomena Cautela. Há tantos fãs em Portugal de Marco Horácio como há de Jim Parsons? Há tantos fãs de Filomena Cautela como há de Rihanna? E se o próximo CD de Adelle fosse dobrado em português pela Michaela? Os portugueses iriam gostar? Eu não fui ver ‘Home’ ao cinema precisamente porque não iria poder desfrutar da voz de Jim Parsons

Eu sei que uma das razões será provavelmente a proliferação das sessões em 3D. Agora para cada filme as salas têm de gerir duas versões, a em 2D e a em 3D. Se tivessem ainda que exibir as versões dobradas e originais então tinham que gerir quatro sessões diferentes para o mesmo filme. É muita areia para a pequena camioneta dos shoppings portugueses, que raramente passam das oito salas. E eu sei também que agora, com a massificação dos filmes de animação (quase 20-30 por ano), isso implica que, tal como os nossos vizinhos europeus, a indústria de dobragens esteja a facturar bom carcanhol e portanto se tornou o cantinho de sonho, não só do núcleo duro das dobragens, como de um enorme rol de cómicos (ou aspirantes a tal) que existem por aí. Bem melhor que apresentar concursos ou programas da manhã. Eu sei isto e não estou contra. Não estou porque percebo perfeitamente que a dobragem é essencial para o público infanto-juvenil. Mas e os outros? Também não têm direitos?

Na Wikipédia, na página intitulada ‘Dobragem em Portugal’, Portugal está descrito no mapa da Europa como um país de “Dobragem somente para crianças — nos restantes utilizam-se legendas”. Mas o que é isto, um filme para crianças? O estímulo mental de um ‘Rei Escorpião’ (2002) era digno de crianças e não foi dobrado. O ‘Feiticeiro de Oz’ (1939) é (também) um filme para crianças. Eu vi e revi filmes como ‘Sozinho em Casa’ (1990), ‘Tartarugas Ninja’ (1990) ou ‘Fim de Semana com o Morto’ (1989), antes de ter 7 anos de idade, em inglês com legendas, e não me fez mal nenhum. Portanto, o que é que se passa? Passa-se que em Portugal um filme para crianças é um filme de animação. Errado. Também, mas não só. A animação é uma forma de arte cinematográfica, não uma distinção entre classes de espectadores. Na maior parte dos casos é uma comédia com valores familiares, que por acaso foi desenhada à mão ou num computador. E depois? Os adultos não podem ver comédias com valores familiares? Só se forem acompanhar crianças? Durante anos vi filmes de animação sozinho no cinema ou com amigos ou com a minha mulher. Já não vou ver com outras crianças desde que eu próprio era criança. E depois? Sou um pária por causa disso?


Em Portugal temos sorte. Temos muita sorte. Por alguma intervenção divina ficamos à margem das dobragens de filmes. Mas esta história dos filmes de animação é o nosso calcanhar de Aquiles. Todos os portugueses se lembram e gozam com as dobragens da TVI de séries como ‘A-Team’ ou ‘Friends’. Todos os portugueses gozam quando vão ao estrangeiro e vêm num quarto de hotel filmes, novelas ou séries dobradas. Nunca mais me esqueci de na Rússia ver durante cinco minutos um episódio da telenovela ‘Terra Nostra’ em russo. Brilhante. Mas quando o mesmo fenómeno ocorre nas nossas barbas, quando o sistema nos impôs uma regra, sem qualquer aviso, sem qualquer debate, já ninguém parece importar-se. Eu importo-me, porque o cinema de animação é tão cinema como os restantes tipos. Que dobrem para as crianças. Aplaudo. Todos temos de começar por algum lado a descobrir o cinema. Mas o que não pode acontecer é impor que ninguém, criança ou adulto, possa ver, no grande ecrã, a versão original. Nem isso se faz lá fora, onde há salas de cinemas específicas com sessões originais. A falta de escolha que o nosso sistema nos impõe é praticamente um ataque à liberdade de expressão artística. Se o cinema é uma forma de arte, então temos que ter direito a ver a arte inadulterada. Ou alguém vai pincelar por cima de um quadro estrangeiro que é exibido em Serralves?

Isto já vai longo, como de costume, e o leitor já percebeu a minha querela. Hoje estreia mais uma potencial obra-prima da animação; o muitíssimo antecipado ‘Minions’ da Illumination Entretainment. Sessões originais? Nem uma, no país inteiro. Irei vê-lo? É bastante provável, mas será apenas o segundo filme de animação que irei ver no cinema este ano. Se houvesse sessões originais, seria o oitavo, o nono ou o décimo. E depois lá terei que o ver em casa outra vez daqui a uns tempos, só para apanhar o que ficou ‘lost in translation’. E isso é enervante.

Há espaço para todos. Tem de haver. O modelo dual funcionou durante mais de quinze anos, inclusive quando havia muito menos filmes de animação do que aqueles que há agora. Portanto, porque é que não pode funcionar agora? Não é certamente para agradar ao espectador. O espectador, pelo menos este, está aqui a demonstrar o seu desagrado! Estou a pregar ao vento ou estarei acompanhado? Se estiver, então é preciso começar a fazer barulho. O esquema certamente mudará se o público assim o exigir. Louvamos a dobragem em português de Portugal quando ela apareceu em 1994, porque tornou a animação mais didáctica e acessível às nossas crianças. Mas nunca dissemos que era a única maneira que queríamos ver estes filmes. Foi-nos tirado o pão da boca, de repente, inexplicavelmente, vergonhosamente. E não importa se ficamos crianças por dentro mesmo depois de crescer (e eu que o diga!). Não importa que estes filmes estejam rotulados como ‘infantis’. Estamos aqui a falar de arte que está a ser adulterada, estamos a falar de arte que está a ser negada. E isso é um crime.

As sessões originais de filmes de animação precisam de voltar às salas de cinema portuguesas. Já! Se fosse a tempo dos ‘Minions’ é que era bom, mas não sendo possível, num futuro próximo também serve.


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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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