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TOP 5 - Os melhores avôs do cinema

5. Grandpa Joe

Filme: Willy Wonka & the Chocolate Factory (A Maravilhosa História de Charlie)

Ano: 1971

Actor: Jack Albertson

O Avô Joe, patusco e sorridente, ensina ao pequeno Charlie que o dinheiro não trás felicidade, e que esta se encontra, em vez disso, nas pequenas coisas da vida; num abraço em família, no saborear de uma tablete de chocolate dividida entre aqueles que se ama. Nunca deixa o neto perder a sua esperança e alimenta-lhe os sonhos. E quando esses sonhos têm uma possibilidade de se realizar, o avô torna-se o mais perfeito companheiro de aventuras, seguindo o neto pelo reino de fantasia da fábrica de Wonka, sempre ao seu lado quando é preciso mas dando-lhe o espaço suficiente para crescer e aprender as coisas por si próprio. Melhor é difícil.



4. Carl Fredricksen

Filme: Up (Up - Altamente)

Ano: 2009

Actor (voz): Edward Asner

O sr. Fredrickson não é, na realidade, o avô do pequeno Russell, mas é como se fosse. Dedicado à mulher e à sua memória, inventivo e forte, Carl presta-lhe uma última homenagem levando a sua casa, voando pelos ares, até às cataratas que sempre sonharam visitar juntos. Rancoroso pelo desgosto, furioso pela solidão, vai ser preciso uma odisseia com Russell e um cão falante para salvar um pássaro quase extinto, para derreter a sua fachada e revelar o seu grande coração e o esplendor do seu afecto. Nunca se é demasiado velho para aprender, para amar, nem para se redimir, e o amor por aqueles que partiram também é provado pela partilha desse amor com aqueles que ficam.



3. O Avô Narrador

Filme: The Princess Bride (A Princesa Prometida)

Ano: 1987

Actor: Peter Falk

Somos crianças e estamos na cama, doentes. Os nossos pais estão a trabalhar e não têm tempo para estar connosco. É a altura para os nossos avós entrarem em cena, sentarem-se ao nosso lado e contarem-nos uma história. É precisamente o que faz o “avô narrador”, abrindo o livro e mergulhando o neto num reino de fantasia, onde existem gigantes, heróis mascarados, vilões espadachins, feiticeiros e princesas prometidas. E se o neto acha ao início a história pouco credível e incongruente, é o talento do avô como contador de histórias, a sua simpática veemência e a sua infinita paciência, que o vão convencendo, aos poucos, até ao ponto em que o neto sorve cada palavra que ele pronuncia e já não pode esperar por ouvir o próximo capítulo e o desenlace da história. São avôs assim que constroem a nossa infância e nos embalam para a vida.



2. Norman Thayer Jr.

Filme: On Golden Pond (A Casa do Lago)

Ano: 1981

Actor: Henry Fonda

Ele é duro, sarcástico e frio. Está vergado pelo peso dos anos, corroído pela velhice. Esconde-se para não mostrar sentimentos, ataca para se defender, para não mostrar fragilidade. Já não ouve bem, esquece-se das coisas, já perdeu a força. Mas não quer admitir, nunca quer dar parte fraca, porque sempre foi independente, porque sempre foi o homem da casa. Nunca será convencido por um salto, ou por palavras, ou por discussões. Mas será convencido pelo coração, pelo regresso da inocência a um Verão perdido, por um amor familiar que nunca se foi, mas que estava esquecido. Nunca é tarde para perdoar, para começar de novo. Nunca é tarde para provar a devoção e o afeto. Nunca é tarde para re-aprender. Nunca é tarde para regressar à juventude, nem que seja num único dia a pescar com o neto. E da base desse dia, desse momento, todos os outros se podem construir, mesmo que o tempo que reste seja pouco.



1. Martin Vanderhof

Filme: You Can't Take It with You (Não o Levarás Contigo)

Ano: 1938

Actor: Lionel Barrymore

O patriarca da casa mais extraordinariamente insana, mas de maior coração, da história do cinema é um homem de princípios simples. Ama tudo e todos. Faz o bem. Faz o que tens que fazer para seres feliz e arrasta contigo para essa torrente de felicidade tantas pessoas quantas conseguires. Em Martin, estes valores não são meros lugares comuns, nem são forçados. Nele, são incrivelmente humanos, são puros e credíveis e contagiantes, não só para as pessoas à sua volta, como para todos os espectadores. Não só é um avô perfeito para Jean Arthur, apoiando a sua criatividade e individualidade, e também o seu noivado, como é um avô para toda a casa, todo o bairro e até para toda a cidade, que aos poucos é contagiada pelos seus princípios. Até o estrito pai do noivo capitula no final. Não podes levar contigo, quando partires desta vida, nem o dinheiro, nem a posição social, nem o poder. A única coisa que podes levar contigo, diz Martin, é o amor dos teus amigos. Verdade.





Como a maior parte das pessoas, eu acho que o meu avô era o melhor deles todos, mas com a diferença de que, no meu caso, era mesmo.

Que descanse em paz e que o Senhor o acolha nos seus braços
 (1924-2014)

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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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