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Robin Hood: Man in Tights

Ano: 1993

Realizador: Mel Brooks

Actores principais: Cary Elwes, Richard Lewis, Roger Rees

Duração: 104 min

Crítica: Extraída de uma crónica sobre a carreira de Mel Brooks que pode ser consultada aqui.

Os dois últimos filmes de Brooks, os dois dos anos 90, são típicos produtos da década. Piadas fáceis, simples e superficiais, gozo directo a filmes recentes e da moda para que possa ser rapidamente apreendido pelo público, enfoque (demasiado) nas piadas sexuais, e um tom ligeiro (quiçá brejeiro) em toda a produção. Contudo, Brooks efectivamente tem piada, e consegue ainda encaixar algumas das suas características chave, como engraçados à partes, e pequenas homenagens a filmes antigos e aos seus próprios filmes. Mas tudo isso é engolido pela espectacularidade blockbusterizada da produção (tão típica dos 'nineties'), tornando o filme acessível a um público jovem, mesmo que não tenha visto os filmes de Robin Hood que este parodia. Aqui goza-se o mito, e menos o cinema. Na linha de ‘Spaceballs’, Robin Hood e Dracula já não são comédias inteligentes. São simplesmente comédias.

‘Man in Tights’ agarra-se muito ao filme com Kevin Costner feito dois anos antes, com pitadas do magnífico filme de Michael Curtiz com Erol Flynn de 1939. Robin Hood é Cary Elwes que, como o próprio diz, é o primeiro Robin Hood com sotaque inglês. Faz de Robin Hood como fez do aventureiro em ‘Princess Bride’ (1987) e a sua cara não consegue ficar séria. Há também o amigo negro (Dave Chappelle, que com o coro grego – negro! – dá um tom rap e moderno à peça), o criado cego (Mark Blankfield), Will Scarlett (O’Hara! – é da Georgia) (Matthew Porretta) e Little John (Eric Allan Kramer), que Robin conhece numa das cenas mais engraçadas do filme, a luta de troncos para atravessar o rio. Todos estes elementos partem das cenas de ‘Robin Hood: Prince of Thieves’ (1991) e parodiam-nas directamente, pouco se afastando da sequência original. Os vilões aqui são engraçados, dos mais engraçados de todos os filmes de Brooks (excluindo claro Rick Moranis como Dark Helmet!). Roger Rees é o Sheriff de Rottingham e Richard Lewis é King John (que me faz sempre lembrar Pacino!). Mas as duas personagens mais engraçadas são mesmo Amy Yasbeck que faz de Maid Marian (tornando-se a nova Madeleine Kahn para Brooks) e claro, a breve aparição de Don DeLuise como Don Giovanni, uma espécie de Padrinho com algodão nas bochechas (England and Jersey, Jersey and England!).

Pouco mais há a dizer. Há muitos trocadilhos, muitos one-liners, e o próprio Brooks aparece no 2º acto como Frei Tuck. Há também duas ou três músicas, incluindo o engraçado ‘Man in Tights’, que basicamente é o ‘Jews in Space’ de History of the World, com uma nova letra. Tudo somado ‘Robin Hood: Man in Tights’ pega numa história que toda a gente conhece e transforma os pormenores dessa história em piadas fáceis de digerir. Numa palavra: divertido.

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Quem escreve

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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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