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Spaceballs

Ano: 1987

Realizador: Mel Brooks

Actores principais: Mel Brooks, John Candy, Rick Moranis

Duração: 96 min

Crítica: Extraída de uma crónica sobre a carreira de Mel Brooks que pode ser consultada aqui.

Se havia género que merecia ser parodiado no final dos anos 1980, era o da ficção científica. Spaceballs não faz segredos. Quer parodiar ‘Star Wars’, e segue a sua história de perto. Contudo, há também ‘Star Trek’. Há ‘Alien’. Há ‘Planet of the Apes’. Há todos os filmes passados no espaço dos anos 1970 e 1980. E Brooks, de novo, grande conhecedor do cinema, vais buscá-los um a um, torce-os, e apresenta-os com um sorriso.

Rick Moranis é Dark Helmet, absolutamente brutal no seu papel percursor de todas as paródias de Darth Vader. É só vê-lo a tentar sorver o café por entre os furos da máscara para perceber que estamos perante algo especial (espacial?!). Bill Pullman é uma espécie de Hans Solo e John Candy é uma espécie de Chewbacca e juntos, no seu Winnebago voador, tentam salvar a princesa Daphne Zuniga. E depois há Yogurt, interpretado pelo próprio Mel Brooks, o guardião da… force? Não. Da Schwartz! E claro, Pizza, the Hut!

‘Spaceballs’ não é um grande filme de Brooks, não é inteligente com os trabalhos dos anos 1970, nem épico como 'History of the World'. Mas, em 1987, após todas as comédias como Beverly Hills Cop ou as dos irmãos Zucker, surge como um grande concorrente em termos de comicidade, e com um toque de nostalgia. As cenas mais cómicas vêm dos trocadilhos e one liners clássicos de Brooks (‘I can see your schwartz is as big as mine’, ‘Mega Maid has gone from suck to blow’), mas há também a cena das ‘instante cassete tapes’, onde Brooks se homenageia a si próprio. Há aqui também ataques ao consumismo (a loja do Yoda, perdão, do Yogurt, e Dark Helmet a brincar com os brinquedos das personagens do filme) e ao, então a despoletar, mercado dos VHS. Para além do mais, Brooks está constantemente a quebrar a quarta barreira, fazendo as personagens perfeitamente conscientes dos extremos que estão a roçar. Cinema e comédia lado a lado, como sempre no trabalho de Brooks. Contudo, este filme parodia tão directamente ‘Star Wars’ que é difícil ser considerado independentemente, e por isso perde força cinematográfica. Mas, embora não seja a melhor das comédias se considerado isoladamente, é, para as novas gerações que já nasceram com ‘Star Wars’ tatuado no cérebro, uma das melhores de ‘ficção científica’, senão a melhor.


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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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