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High Anxiety

Ano: 1977

Realizador: Mel Brooks

Actores principais:  Mel Brooks, Madeline Kahn, Cloris Leachman

Duração: 94 min

Crítica: Extraída de uma crónica sobre a carreira de Mel Brooks que pode ser consultada aqui.

Em 1976 Hitchcock fez o seu último filme. Em 1977, Mel Brooks presta-lhe a sua homenagem. Numa década em que Brian de Palma e Truffaut, entre outros, aclamavam o génio de Hitchcock com homenagens profundas e trabalhadas, Brooks tenta realçar a superficialidade do terror e do suspense cinematográfico, e a forma como, sendo levemente esticado, rapidamente passa do magistral ao ridículo. Ostentando cenas (muito) semelhantes a ‘Psycho’, ‘Birds’, ‘Vertigo’, ‘North by Nothwest’ e outras grandes obras de Hitch, Brooks é, pelo menos à primeira vista, realmente ridículo naquilo que apresenta. Assim, os pássaros enchem Brooks de caca, este aparece de fraldas no flashback que revela o seu medo de alturas secreto (cair do berço?!), etc. Na linha de ‘Notorious’, Brooks, um famoso psiquiatra com o tal medo de alturas (high anxiety), chega para tomar posse de um Hospital Psiquiátrico, e logo descobrir que uma intriga se passa lá dentro (às mãos dos vilões Harvey Korman e Cloris Leachman – que mais parece a Rosa Kleb do James Bond). Quando está próximo do segredo, é incriminado de homicídio, e depois luta contra o tempo (auxiliado pela loira, de novo, de Madeline Kahn) para redimir o seu nome e salvar o Hospital. Por um lado, este filme acaba por ser a primeira comédia de Brooks que é tão ostensivamente ridícula que não pode ser tomada a sério. Contudo, por outro, Brooks faz um magnífico trabalho de homenagem. Eis um cómico que percebe, realmente percebe, o trabalho de Hitchcock, e que consegue encaixar na sua narrativa pequenos pormenores até dos filmes mais recônditos, dos anos 20, de Hitchcock, que muitos críticos nem sequer devem saber que existem. Uma pessoa pergunta-se o que é que Hitchcock terá achado do filme. Reza a lenda que Brooks lhe mostrou o filme numa sessão privada. Quando terminou, Hitchcock saiu sem dizer uma palavra, mas no dia seguinte enviou a Brooks uma garrafa de champanhe…





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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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