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The LEGO Batman Movie

Ano: 2017

Realizador: Chris McKay

Actores principais (voz): Will Arnett, Michael Cera, Rosario Dawson

Duração: 104 min

Crítica: A Warner Brothers começou a produzir animação na década de 1930. Dos seus estúdios de animação, o Warner Brothers Cartoons, surgiu uma das melhores séries de sempre: os Looney Toons. Décadas mais tarde, já sobre o logótipo da Warner Brothers Animation, o estúdio produziu inúmeros marcos da animação televisiva e straight-to-video. Recorde-se a forma como continuaram o legado dos Looney Toons para o século XXI. Recorde-se como produziram séries icónicas como aquelas baseadas no espólio da DC Comics (lembro-me com carinho da série animada do Batman que vi na infância/adolescência nos anos 1990). E recorde-se a forma como na década de 2000 invadiram o mercado com as paródias a franchises do cinema moderno, de ‘Indiana Jones’ a ‘Lord of the Rings’ a ‘Star Wars’ usando, com bastante irreverência e humor, as personagens da Lego, fazendo lembrar os próprios Looney Toons.

Mas a glória da Warner Brothers Animation foi quase sempre no pequeno ecrã. O estúdio tentou um ataque ao cinema nos anos 1990, mas após o mega sucesso de ‘Space Jam’ (1996) os restantes quatro filmes: ‘Quest for Camelot’ (1998), ‘The Iron Giant’ (1999), ‘Osmosis Jones’ (2001) e ‘Looney Toons: Back in Action’ (2003), apesar de alguns até não serem nada maus (‘Iron Giant’ notoriamente ganhou entretanto um seguimento de culto), foram redondos fiascos de bilheteira. Após tantos insucessos, o estúdio voltou-se de novo para o mercado seguro da televisão e passou-se mais uma década até regressar ao grande ecrã. Mas quando regressou, regressou com tudo.

"Tal como ‘The Lego Movie’, de repente, e sem que o espectador perceba bem como, ‘The LEGO Batman Movie’ encontra também o seu cantinho de imortalidade através de uma inesperada ligação emocional ao espectador, transcendendo a sua fachada mais banal de animação dinâmica, colorida e explosiva."

Uma década depois, os tempos já são outros. A animação por computador é agora rainha, e as probabilidades de sucesso de um filme animado são muito maiores. Mas ao mesmo tempo, com tantos estúdios a lançarem tantos filmes todos os anos, o difícil é ser original. Mas a WB Animation foi-o quando ofereceu ao mundo, no início de 2014, ‘The Lego Movie’. O filme é nada menos que brilhante. Desde o início, o seu tom é fresquíssimo, uma mistura de surrealismo com paródia entre o sarcástico ofensivo e o ternamente nostálgico. A mistura, quase paradoxal, resulta. Não tanto porque o filme é uma grande obra de cinema – não é, já que a construção é desinteressante e existe um enorme espalhafato visual e sonoro – mas porque, algures lá no meio, o filme encontra, não sei bem como, uma gigantesca alma. 

‘The Lego Movie’, como escrevi, “desbloqueia um sentimento especial em todas as pessoas que já tiveram um Lego, que já brincaram com um Lego”. O filme satisfaz no plano do puro espectáculo através da animação colorida e do humor irreverente, mas satisfaz também num plano muito mais artístico e muito mais duradouro, ao ser uma carta de amor a esta marca de brinquedos. Para mim é um daqueles filmes que nunca deveria ter uma sequela, porque “fazer uma sequela é arruinar a aura mágica que este filme concebeu, é estragar a pérola, a ilusão. Como se irá apresentar a junção entre os mundos, do real e do imaginário? Como filme, como mensagem, deixará de fazer sentido. Vai deixar de ser uma carta de amor à infância para passar a ser uma aventurazeca para ganhar mais uns trocos. E isso já estamos todos fartos de ver...”. 

Sem surpresa, ‘The Lego Movie’ foi um sucesso comercial e embalou a WB Animation para a era pós-moderna da animação. ‘Storks’ (2016), o seu segundo filme, recebeu menos atenção, mas a WB estava só a ganhar tempo para lançar mais filmes da Lego. ‘The Lego Movie Sequel’ tem data de lançamento em 2019, ‘The Lego Ninjago Movie’ sairá no final de 2017 e no início deste ano ‘The LEGO Batman Movie' surgiu com pompa e circunstância, após meses de populares trailers. Infelizmente, grande parte do que eu temia aconteceu. Mas felizmente, tal como ‘The Lego Movie’, de repente, e sem que o espectador perceba bem como, ‘The LEGO Batman Movie’ encontra também o seu cantinho de imortalidade através de uma inesperada ligação emocional ao espectador, transcendendo a sua fachada mais banal de animação dinâmica, colorida e explosiva.

"O filme diverte-se (e diverte-nos, imenso) ao misturar este humor semi-surrealista do primeiro filme com a paródia a alta velocidade e sem papas na língua ao estereótipo de todas as coisas Batman (...) Mas para além deste tom (...) inicialmente não parece haver grande força motriz que lhe dê substância e significado (...) e a própria história também é relativamente desinteressante"

‘The LEGO Batman Movie’ surge nesta altura por dois óbvios motivos. O primeiro é continuar a capitalizar no sucesso do primeiro filme, cuja pequena aparição de Batman era hilariante e tinha ficado na retina da maior parte dos espectadores. O segundo prende-se com o facto de a WB estar a tentar desesperadamente combater com os Vingadores da Marvel, criando a sua própria franchise com os super-heróis da Liga da Justiça. ‘Batman Vs. Superman: Dawn of Justice e ‘Suicide Squad’ do ano passado; e ‘Justice League’ que sairá neste Natal, centram-se em personagens do universo Batman e portanto quanto mais “na moda” estas personagens estiverem, melhor, principalmente após o fiasco crítico dos dois filmes de 2016. 

Os produtores terão certamente pensado que uma boa comédia era o modo ideal de as tornar ainda mais populares. E portanto, apesar da mudança de realizador (Chris McKay, que tem realizado muitos episódios da série televisiva ‘Robot Chicken’, estreia-se nas longas metragens), o tom é sensivelmente o mesmo de ‘The Lego Movie’. Os primeiros cinco segundos do filme originam logo gargalhadas quando a sublime voz off de Will Arnett como Batman (que prossegue aqui o seu excelente trabalho vocal de ‘The Lego Movie’ com enorme sucesso) vai descrevendo, com grande autoconsciência, todos os detalhes da abertura de um filme de super-heróis, incluindo os logótipos das companhias, a música e as letras que surgem no ecrã. São pontos ganhos à cabeça e que prometem embalar o espectador para o mesmo tipo de humor que havia pontilhado o filme original.

De facto, o filme diverte-se (e diverte-nos, imenso) ao misturar este humor semi-surrealista do primeiro filme com a paródia a alta velocidade e sem papas na língua ao estereótipo de todas as coisas Batman. Os apartes de personagens secundárias (como os dois pilotos estúpidos) são deliciosos e o filme não abranda enquanto todos os vilões possíveis e imaginários da banda desenhada decidem atacar Gotham liderados pelo Joker (Zach Galifianakis) e Harley Quinn (Jenny Slate) – nota para a breve voz de Billy Dee Williams como Two Face, depois de ter sido Harvey Dent no filme de 1989. Eis que surge um extremamente convencido e egocêntrico Batman que os detém ao som de uma banda sonora barulhenta misturando, tal como no primeiro filme, clássicos com extremamente enervantes canções de batida moderna. O próprio Batman gostará de fazer beat box diversas vezes ao longo do filme, uma das piadas que eu ainda agora não me decidi se tem piada ou não.

"Logo na cena inicial somos bombardeados com massivos efeitos de animação digital, com cortes tão rápidos que nem temos tempo de apreciar um único plano, um único pormenor de um cenário que supostamente é todo feito de Legos. É mesmo? Não sei. A imagem nunca estabiliza o tempo suficiente para perceber e as cenas de acção são geralmente espalhafatosas e atabalhoadas"

Mas para além deste tom que se mantém ao longo do filme, inicialmente não parece haver grande força motriz que lhe dê substância e significado. Em ‘The Lego Movie’, a história em si (um zé ninguém “escolhido” que tem de encontrar a força interior para salvar o mundo) não era nada de especial, mas o filme ganhava um enorme valor ao estar assente na relação entre o real e o imaginário, e naquilo que os Legos significam para quem com eles cresceu. Aqui, há apenas uma breve menção, muito fugidia, ao facto de este poder ser um mundo irreal, porque o objectivo é, obviamente, estar centrado no universo do Batman.

Uma das coisas mais interessantes do primeiro filme era que todos os elementos nos cenários eram, visivelmente, peças de Lego (por exemplo o efeito da água nesse filme é absolutamente brutal), o que fazia com que inúmeras cenas parecessem ter sido feitas em stop-motion. Aqui já não se nota nada disso, com raras excepções (a lava por exemplo). Logo na cena inicial somos bombardeados com massivos efeitos de animação digital, com cortes tão rápidos que nem temos tempo de apreciar um único plano, um único pormenor de um cenário que supostamente é todo feito de Legos. É mesmo? Não sei. A imagem nunca estabiliza o tempo suficiente para perceber e as cenas de acção são geralmente espalhafatosas e atabalhoadas, com milhares de elementos a cruzarem o ecrã vindos de todas as direcções e a câmara num constante movimento…

Por outro lado, a própria história também é relativamente desinteressante. Após bater Joker mais uma vez, e partir-lhe o coração dizendo que ele não significa nada para ele (este bromance de amor/ódio entre Batman e Joker até tem bastante piada), o Batman retira-se para a sua caverna onde vive uma existência extremamente solitária. As cenas da sua solidão são igualmente hilariantes mas, tal como aconteceu com ‘Minions’, já as tínhamos visto quase todas nos trailers, o que é um turn-off. Mais tarde, quando o Joker se entrega às autoridades de Gotham para ser propositadamente preso, a nova comissária, a bela Barbara Gordon (voz de Rosario Dawson) – quem conhece a BD sabe quem ela se tornará – tenta trabalhar em conjunto com o Batman para que consigam juntos descortinar qual é o seu plano. Mas este Batman prefere sempre trabalhar sozinho...

"À superfície, este é mais um animado, barulhento e colorido filme de animação (...) que saciará os miúdos pelas constantes injecções de adrenalina e morais de trazer por casa (...) e os adultos pelo seu humor fácil mas bem trabalhado (...) Mas há um momento em que o espectador se apercebe (...) que esta não é apenas uma paródia que utiliza o universo de Batman como matéria prima. É, isso sim, uma rica e sentida homenagem a 78 anos de Batman"

O filme basicamente é uma variação não muito original do tema ‘justiceiro solitário convence-se que não precisa de ninguém porque na realidade não quer magoar aqueles que ama, mas pelo caminho vai reaprender a riqueza do amor familiar’. O Batman decide que uma prisão normal não chega para o Joker e portanto quer enviá-lo para a Phantom Zone, um local etéreo para onde o Super-Homem costuma enviar os seus vilões (tal como em ‘The Lego Movie’ as bocas ao Super-Homem vão ser uma constante). Para isso precisa de uma arma que o Super-Homem guarda na sua Fortaleza da Solidão. Inicialmente relutante, Batman leva consigo o órfão que adoptou sem se aperceber, o extremamente excitado Dick Grayson (Michael Cera), que se tornará Robin e que aos poucos derreterá a sua fachada de durão. Juntos conseguem cumprir o plano, mas previsivelmente era precisamente isso que o Joker queria… Uma vez na Phantom Zone, o Joker (muito facilmente diga-se) escapa com todos os vilões possíveis e imaginários (incluindo Sauron, King Kong e Voldemort) para desencadear um derradeiro ataque a Gotham. Batman terá então de enfrentar os seus próprios medos e aprender a trabalhar em equipa…

À superfície, este é mais um animado, barulhento e colorido filme de animação; uma aventura sempre a alta velocidade que saciará os miúdos pelas constantes injecções de adrenalina e morais de trazer por casa, mas que também saciará os adultos pelo seu humor fácil mas bem trabalhado. Contudo, se fosse só isto não podíamos dizer que este era um grande filme de animação, apenas mais um com uma fachada rica mas pouca substância; um filme para fazer rir imenso mas esquecer pouco depois. Mas felizmente não é só isso. Tal como em ‘The Lego Movie’ não há bem um momento de viragem, mas há um momento em que de repente o espectador se apercebe de uma coisa que não estava inteiramente clara ao início. ‘The LEGO Batman Movie’ não é apenas uma paródia que utiliza o universo de Batman como matéria prima. É, isso sim, uma rica e sentida homenagem a 78 anos de Batman, tal como ‘The Lego Movie’ havia sido uma rica e sentida homenagem ao universo da Lego.

Demorou algum tempo até que me apercebesse disso. Claro que o filme desde o início brinca com todos os estereótipos do Batman, mas é mais do que isso. Numa cena, Alfred (uma voz interessante de Ralph Fiennes) enumera todas as aventuras passadas de Batman, isto é, todos os filmes anteriores, e assistimos a um pequeno frame de cada um em formato Lego. A cena é fantástica e hilariante, mas mais importante revela um amor latente a este legado. Tal como revelam as múltiplas aparições daqueles vilões obscuros que não passaram à posteridade e que este filme vai buscar para gozar com eles, é certo, mas também para recordar que existiram. E tal como revelam as referências recorrentes, não aos mais recentes filmes do Batman, mas principalmente ao Batman dos anos 1960 com o recentemente falecido Adam West. Estas homenagens, sentidas e sinceras, ajudam a desconstruir o mito do Batman e constituem um surpreendente murro no estômago (surpreendente porque é do mesmo estúdio) à abordagem ridiculamente intensa e artificialmente dramática (que eu na minha crítica apelidei de oca) de Zack Snyder em ‘Batman Vs. Superman: Dawn of Justice

"Estas homenagens, sentidas e sinceras, ajudam a desconstruir o mito do Batman e constituem um surpreendente murro no estômago (...) à abordagem ridiculamente intensa e artificialmente dramática (...) de Snyder (...) Esta autoconsciência cómica é o que realmente nos permite conservar a memória do filme connosco (...) É uma homenagem a todos nós que já fomos um dia Batmans na nossa imaginação. E se essa homenagem nos faz rir, então tanto melhor."

Esta autoconsciência cómica é o que realmente nos permite conservar a memória do filme connosco. Veja-se como Batman e Joker brincam com o facto de já serem septuagenários mas estarem ainda em boa forma. Veja-se a incrível humanidade que cada personagem contém, precisamente porque o seu lugar-comum é desconstruído humoristicamente, e que tanto contrasta com a alexitimia das recentes interpretações do Cavaleiro das Trevas. Veja-se a joie de vivre do pequeno Robin, representando a nossa própria excitação naquele momento distante, algures na nossa infância, quando pela primeira vez brincamos “ao Batman”. São pequenas gotas de água num oceano. Mas refrescam-nos. E de que maneira.

Eu não acho que ‘The LEGO Batman Movie’, tal como ‘The Lego Movie’, seja um grande filme se considerarmos a sua história e a sua realização. Por vezes é um gigantesco ataque aos sentidos e à paciência do espectador (por exemplo, um Batman rapper só tem piada até certo ponto). A sua história podia ser muito mais trabalhada, mas também já sabemos que agora principalmente nos filmes de animação e nos de super-heróis (e este mistura ambos os géneros!) a preocupação está em criar condições para que possa haver uma sequela, e face a isso as aventuras do próprio filme ficam sempre para segundo plano. E o humor, apesar de continuar “no ponto”, já não é tão fresco nem tão impactante, porque já não estamos a mergulhar nesta frequência pela primeira vez.

Mas ambos, ‘The Lego Movie’ e ‘The LEGO Batman Movie’, são sem dúvida grandes filmes se considerarmos a sentida emoção que partilham, com uma subtil cumplicidade, com o espectador. E isso é muito raro encontrar no cinema de hoje em dia, mesmo no dito mais “sério”. E não estou a falar da sua mensagem de moral, pois essa já vimos igual em dezenas de filmes de animação e portanto é mais desinteressante embora, claro, nunca é demais para uma criança ouvir. Estou sim a falar da homenagem ao Batman, ao Batman mais familiar (não àquele quase apocalíptico das novelas gráficas modernas); a homenagem a todos nós que já fomos um dia Batmans na nossa imaginação. E se essa homenagem nos faz rir, então tanto melhor.

"Não acho que este seja um grande filme se considerarmos a sua história e realização. (...) Mas é um grande filme se considerarmos a sentida emoção que partilha, com uma subtil cumplicidade, com o espectador. (...) Pode ter uma estrutura comercial, música techno, e aproveitar múltiplas oportunidades para rentabilizar a marca LEGO. Mas também nos faz recordar, com um calorzinho confortante, porque gostamos do universo do Batman. E isso não tem preço."

Não sei que truque na manga poderá ter ‘The Lego Ninjago Movie’, mas agora estou muito curioso para saber. ‘The Lego Movie’ e ‘The LEGO Batman Movie’ tiveram incríveis reviravoltas a meio e numa era de tanta descaracterização e anónimas linhas de montagem no mundo da animação, é bom saber que alguém em Hollywood ainda produz filmes com uma enganadora inocência que provém da paixão de brincar e imaginar. Acabei a minha crítica a ‘The Lego Movie’ a agradecer aos produtores e agora agradeço também. O filme pode ter uma estrutura comercial, música techno, e aproveitar múltiplas oportunidades para rentabilizar a marca LEGO. Mas também nos faz recordar, com um calorzinho confortante, porque gostamos do universo do Batman. E isso não tem preço. Não senti nada isso ao ver ‘Batman Vs. Superman’. Nem de perto nem de longe. E aí reside toda a diferença. Semi-surreais paródias podem ser grandes filmes. E épicos intensamente dramáticos não. É tudo uma questão de alma e coração. ‘The LEGO Batman Movie’ tem ambos. E são enormes.

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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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