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As mais sexys personagens femininas do cinema de animação

Há quem diga que o cinema de animação é para meninos. Pois bem, alguns desenhadores não são da mesma opinião. Por vezes, desenhar uma personagem animada feminina com contornos curvilíneos, seios avantajados ou rostos perfeitos surge de uma necessidade natural da história, ou do produto que se está a criar (por exemplo filmes baseados em anime para adultos). Outras vezes, em filmes de teor mais, digamos, infantil, só se pode crer que tal tenha acontecido por um fetiche dos desenhadores. Ou então não. Há pessoas bonitas em todo o lado. Não há qualquer motivo pelo qual também não possam povoar o cinema de animação.

Gostaria que o leitor não pensasse que estou a ser ordinário, sexista ou machista com este post. Há umas semanas, a ouvir músicas do filme 'The Road to El Dorado' (2000) no youtube, não pude deixar de notar na quantidade de comentários de usuários relativamente à beleza (usando um termo soft, já que há comentários bem ordinários) de Chel, a personagem feminina principal do filme. E isto pôs-me a pensar na quantidade de mulheres sexy, com vozes sedutoras, que o cinema de animação tradicional já nos ofereceu. Isto porque não creio que o cinema de animação por computador consiga estar a par da animação tradicional neste sentido. A caracterização dos humanos é, para mim, um dos grandes turn off dos filmes em GCI. Os narizes, por exemplo, podem ser representados por dois pontos, ou um traço e um ponto, na animação 'à mão' (veja-se o caso de Pocahontas). Por computador é preciso exagerar as formas para elas serem perceptíveis e terem tridimensionalidade, o que dá sempre um ar estilizado e caricato (para não lhe chamar esquisito) às personagens. Claro que temos casos como o da personagem de Angelina Jolie em 'Beowulf' (2007), obtida por motion capture, incrivelmente sedutora, mas que está totalmente dependente da Angelina original, de carne e osso. Não é a mesma coisa, pois não é a animação que nos capta, é a actriz.

Assim sendo aqui estão, para mim, algumas das personagens femininas humanas, animadas tradicionalmente, mais sexy da historia do cinema. Haverá certamente mais que o leitor imediatamente se irá lembrar, mas estas foram as que me vieram logo à cabeça, mal comecei a pensar no assunto!


Chel


A pequena pérola que deu origem a esta crónica, Chel  é a personagem feminina principal do filme de animação da Dreamworks ‘The Road to El Dorado’ (2000). Com um corpo curvilíneo, movimentos graciosos e felinos, grande inteligência e um delicioso sentido de humor, Chel contrasta completamente com o resto da tribo Maia da qual faz parte, pelo que é uma personagem um pouco forçada no contexto da história. Mas Miguel e Túlio (os desastrados exploradores) não podiam ter encontrado uma melhor (e mais bela) companheira de aventuras, e o público fica grato, não só pela beleza da personagem, mas também pela forte energia que ela consegue transmitir ao filme. Não é só Túlio que fica pelo beicinho. Somos nós também. A extraordinária voz da não menos extraordinária Rosie Pérez ajuda consideravelmente, e no final do filme é ela que mais fica na retina e nos embala com a última frase "That’s what makes it interesting, isn’t it?". É mesmo!


Betty Boop
"Boop-Oop-A-Doop"! A maior parte das pessoas reconhece instantaneamente Betty Boop apesar de não ter visto nenhuma ou quase nenhuma curta metragem de animação contendo esta deliciosa e inocente (ou não!) menina. Eu considero-me culpado neste sentido; tirando algumas curtas que vi na minha infância, não mais voltei a ver este espólio de curtas metragens da Paramount dos anos 1930. Felizmente a maior parte delas está no youtube, pelo que me poderei dedicar a isso nos próximos tempos. Mas o que existe no imaginário colectivo de todos nós que recordamos Betty Boop, mesmo que seja apenas através de memórias de infância, é uma menina sedutora, tímida mas ousada, não com grande inteligência mas com um enorme coração. E depois há a maneira como ela se move, como dá pequenos saltinhos quando está a dançar nas sequências musicais, e claro, os olhos enormes, de cachorrinho, e a maneira como mostra as pernas. Betty Boop foi um sucesso imediato nos anos 1930, e a censura obrigou a que as curtas diminuíssem o seu conteúdo então considerado provocador. Mas Betty sobreviveu a isso e aos tempos, o que foi um grande feito. Numa cena de 'Who Framed Rogger Rabbit' (1988) faz o impossível; desvia-nos as atenções de Jessica Rabbit. E de dizer que Bernadette Petters lhe faz uma excelente homenagem no filme nostálgico, que aprecio bastante, 'Pennies from Heaven' (1981).

Pocahontas


Obviamente, todas as princesas da Disney são bonitas. Mas não são todas necessariamente sexy. Aurora ou Bela são desenhadas de uma forma perfeita, e as crianças (e muitos adultos!) adoram-nas, mas não ficam com a cabeça a andar à roda. Pocahontas, do filme de 1995 com o mesmo nome, é uma das grandes excepções. A filha do chefe da tribo índia que ensina as cores do vento a John Smith está desenhada como uma top model; alta, altiva, esguia, sempre de cabeça erguida. Mas tem outro atributo muito particular. Pocahontas tem os peitos mais proeminentes de todas as princesas da Disney. Em várias cenas que se inclina sobre John Smith quase parece que as suas parcas peles que servem de roupa não irão conseguir conter por muito mais tempo a exuberância do seu corpo. A voz de Judy Kuhn a cantar canções de Alan Menken dá força à personagem, e o seu ar exótico e o seu longo cabelo negro completam o quadro. O melhor mesmo é o publico assistir ao arco da personagem. Primeiro distante, Pocahontas vai-se derretendo ao longo do filme. E nós derretemos com ela.


Jessica Rabbit


Ela não é má. Apenas foi desenhada assim. Esta frase, que se tornou icónica no cinema e define a personagem de Jessica Rabbit, já foi muitas vezes repetida ao ponto de se tornar completamente batida. Mas é impossível dizê-la sem a associar a esta magnífica criação para o altamente original ‘Who Framed Roger Rabbit’ de 1988. Na película, Jessica leva quer os homens de carne e osso, quer as personagens animadas, à perdição. E isto é obtido a meias quer pelos desenhadores, que lhe deram um corpo alto de seios protuberante, franja tentadora e lábios carnudos, quer por Kathleen Turner, cuja voz rouca e sedutora leva a personagem para um nível completamente à parte. Contudo creio que, apesar de tudo, Jessica tem uma grande falha; a sua personagem não é na realidade muito profunda. Apesar da aura de ‘mistério’ que a envolve, é a personagem principal deste filme com menos desenvolvimento. Surge mais como um catalisador da história e um eye-candy do que propriamente uma personagem forte. Fica na retina, é certo, mas no final deste filme houve tanta coisa inovadora e impactante que Jessica fica um pouco perdida no meio deste universo. Mas é ela a Betty Boop moderna, é ela a mais icónica femme fatal de toda a história do cinema de animação. E isso é um feito enorme.


Holli Would


Como de costume, filmes que fazem sucesso geram imitações menores. Eu nunca vi ‘Cool Word’, o filme que 1992 sobre um desenhador (Gabriel Byrne), um detective (um Brad Pitt de 28 anos) e uma criação animada que tenta transitar para o mundo dos humanos, Holli. Nunca tive coragem ou disposição para o ver, porque as semelhanças com Roger Rabbit são demasiadas para não serem notadas, e a pontuação no imdb é miserável. Até Holli (cuja voz é de Kim Basinger – ou seja, também deve ser incrivelmente sexy!), tem um vestido sem alças quase igual ao de Jessica Rabbitt (só é branco em vez de vermelho). Não sei se o prazer de ver uma sexy Kim Basinger animada ou de gozar com um então ainda desconhecido Brad Pitt é chamariz suficiente para ver este filme, mas uma coisa certa, a julgar pelas imagens, e imaginando já a voz de Basinger, Holli merece estar nesta lista!


Taarna (e todas as outras personagens femininas de 'Heavy Metal')


O filme de 1981 ‘Heavy Metal’ é um marco do cinema de animação para adultos. É a primeira adaptação americana de uma manga, a epopeia intergaláctica com o mesmo nome da autoria de Jean Giraud. ‘Heavy Metal’ é ousado em muitos sentidos, na sua visão pós apocalíptica, nos seus temas controversos (ai aquela cena em que os tripulantes de uma nave snifam droga nave acima e nave abaixo…..) e claro, no seu uso de personagens femininas. Taarna é uma guerreira ousada que monta a sua espécie de Dragão com o intuito de salvar o seu planeta. Mas há outras personagens femininas e todas têm em comum os seus corpos de dimensões perfeitas, os seus seios avantajados e os trajes menores. Invariavelmente, em vários pontos do filme, todas elas acabam por retirar estes trajes, mostrando o esplendor dos seus corpos nus animados. Creio que nunca personagens animadas incendiaram tanto a imaginação masculina como em 'Heavy Metal'. Betty Boop pode ter virado a cabeça aos homens de uma forma contida e (quase) inocente. Taarna está ali, praticamente de carne e osso, uma espécie de Barbarella animada que de contido não tem absolutamente nada. O filme pode ter nudez animada gratuita? Pode. Mas sustêm-se na mesma como um grande filme de animação, e Bill Plympton (que faz animação mais ou menos com estas características hoje em dia) não chega aos calcanhares de 'Heavy Meal'.


Megara


Numa adaptação livre da mitologia, Megara transforma-se, no filme 'Hercules' (1997) da Disney, em Meg, uma jovem com duas camadas. Exteriormente é independente, forte, temerária, cheia de humor sarcástico e com a capacidade de facilmente enrolar alguém à volta do dedo. Mas interiormente, Meg é insegura em relação à vida e ao amor, e a sua personagem vai dividir-se entre um amor passado, o amor a Hercules e a traição que é obrigada a fazer. Esta dualidade torna a personagem de Meg muito interessante, mas infelizmente não é muito explorada num filme em que os bons têm que ser bons e os maus têm que ser maus. Meg, apesar de tudo, já é pintada como 'boa' desde o início para não confundir nenhum público jovem, pelo que as suas 'dúvidas' acabam por soar mais a indecisão feminina do que propriamente a um conflito interior da personagem. Mesmo assim, há cenas em que Meg é pura delícia, e ao contrário de outras personagens de animação é sexy principalmente pela sua personalidade e pelo seu humor. A estrela da Broadway Susan Egan dá-lhe uma espécie de sotaque Nova Iorquino que está completamente desgarrado da Grécia Antiga, mas na única música que tem para brilhar, 'I Won't Say I'm in Love', Egan é fabulosa. Queríamos mais Meg e menos Hercules em 'Hercules'!


Kida


'Atlantis: The Lost Empire' (2001) é um de dois filmes clássicos da Disney (numa contagem que já vai em 53) que eu ainda não vi (o outro é 'Treasure Planet' de 2002) por isso não posso propriamente comentar sobre este filme nem esta personagem, da qual já tinha visto fotos em livros sobre animação. Mas acho que a sua inclusão nesta lista é perfeitamente justificada pela foto em cima, por isso deixo-vos com esta!

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Miguel. Portuense. Nasceu quando era novo e isso só lhe fez bem aos ossos. Agora, com 31 anos, ainda está para as curvas. O primeiro filme que viu no cinema foi A Pequena Sereia, quando tinha 5 anos, o que explica muita coisa. Desde aí, olhou sempre para trás e a história do cinema tornou-se a sua história. Pode ser que um dia consiga fazer disto vida, mas até lá, está aqui para se divertir, e partilhar com o insuspeito leitor aquilo que sente e é, quando vê Cinema.

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